domingo, 27 de setembro de 2015

Mensagem de Pe. José Gilberto Beraldo a todos os Cursilhistas da Paróquia de Coração de Maria pelos 45 anos do MCC


Queridos irmãos e queridas irmãs:

Através de nosso caríssimo irmão Sandro Oliveira, tomei conhecimento da celebração, nestes dias, dos 45 anos da presença do Movimento de Cursilhos nesta Paróquia de Coração de Maria, Arquidiocese de Feira de Santana. Ainda que não mais desempenhando qualquer função direta no MCC, sendo hoje Assessor Nacional Emérito do MCC, respondo ao convite de Sandro para enviar-lhes uma mensagem. Agradeço, portanto, a sugestão e convite que me fez o caro irmão Sandro para dirigir-lhes uma breve mensagem pelo 45º aniversário do MCC na Paróquia Coração de Maria, ao mesmo tempo que ela pretende ser de estímulo e encorajamento para a perseverança na caminhada evangelizadora de todos os cursilhistas dessa Paróquia e de toda a Arquidiocese de Feira de Santana.

Elevar ao Senhor, Doador de todos os dons, nosso louvor de ação de graças por estes quarenta e cinco anos, durante os quais muitos homens e mulheres da Paróquia do Coração de Maria puderam fazer a gratificante experiência de um encontro consigo mesmos, com o Cristo vivo, com a grande comunidade do Povo de Deus e com um mundo nem sempre tão próximo dos caminhos indicados por Jesus, deve causar grande alegria a todos, principalmente aos seus Pastores. E é com esta alegria, portanto, que, também eu, desejo associar-me a todos vocês, partilhando, ainda que de longe, esta alegre e profunda ação de graças.

Por outro lado, uma celebração como esta, deve alimentar no MCC de Coração de Maria, nos seus responsáveis e em todos os cursilhistas dessa Paróquia e dessa Arquidiocese, aquela esperança de um “Novo Pentecostes”, da qual nos fala o Documento de Aparecida. Olhar para o já feito e agradecer a Deus e a todos os irmãos e irmãs que se empenharam para vivenciar e comunicar o autêntico carisma do MCC, é não só consolador e,  nos alegra como, ao mesmo tempo, nos estimula a prosseguir na caminhada. 

Entretanto, somos chamados a intensificar nossos esforços comprometendo-nos sempre mais radicalmente com a missão para a qual o Senhor nos convida, especialmente neste tempo que o MCC do Brasil, sobretudo desde a solene celebração do seu Jubileu de Ouro, em 2012, está empenhado no seu “Relançamento à luz do Documento de Aparecida”. Certeza assiste-me, portanto, de que o MCC da Paróquia de Coração de Maria, juntamente com seu Grupo Executivo Diocesano, Regional e os Grupos Executivos de todo o Brasil, com entusiasmo renovado, levará adiante, como “Discípulos Missionários”, a concretização do seu carisma que é o de “fermentar de Evangelho os ambientes do mundo”, através de “pequenas comunidades de fé” que deveríamos fazer presentes nas realidades do mundo. 

Neste contexto, com meu coração ardendo de esperança, entusiasmado pela palavra do nosso querido Papa Francisco na sua Exortação Apostólica A ALEGRIA DO EVANGELHO, permitam lembrar-lhes uma expressão, frequentemente usada por ele e um “sonho” por ele alimentado, resumidos por ele a uma “Igreja em saída”: “Naquele ‘ide’ de Jesus, estão presentes os cenários e desafios sempre novos da missão evangelizadora da Igreja, e hoje todos somos chamados a esta nova ‘saída’ missionária. Cada cristão e cada comunidade (nota pessoal: cada Movimento, incluído aí o MCC...) há de discernir qual é o caminho que o Senhor lhe pede, mas todos somos convidados a aceitar esta chamada: sair da própria comodidade e ter a coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho” (n.20). E o “sonho” de Francisco: “Sonho com uma opção missionária capaz de transformar tudo, para que os costumes, os estilos, os horários, a linguagem e toda a estrutura eclesial se tornem um canal proporcionado mais à evangelização do mundo atual que à auto-preservação. A reforma das estruturas, que a conversão pastoral exige, só se pode entender neste sentido: fazer com que todas elas se tornem mais missionárias, que a pastoral ordinária em todas as suas instâncias seja mais comunicativa e aberta, que coloque os agentes pastorais em atitude constante de “saída” e, assim, favoreça a resposta positiva de todos aqueles a quem Jesus oferece a sua amizade. Como dizia João Paulo II aos Bispos da Oceania, “toda a renovação na Igreja há de ter como alvo a missão, para não cair vítima duma espécie de introversão eclesial” (n.27).

Uma vez mais, agradecendo a lembrança deste pobre servidor do Reino e do Povo de Deus para, ainda que de longe, participar com vocês, irmãos e irmãs cursilhistas, dessa maravilhosa ocasião, com meu abraço fraterno, deixo a todos vocês uma das mais encorajadoras palavras do Documento de Aparecida: “Esperamos um novo Pentecostes que nos livre do cansaço, da desilusão, da acomodação ao ambiente; esperamos uma nova vinda do Espírito que renove nossa alegria e nossa esperança” (DAp 362).

São Paulo, 27 de Novembro de 2015

Pe. José Gilberto BERALDO 
Assessor Nacional Emérito do MCC

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