Ver tartarugas gigantes de perto é um privilégio. Mas, para algumas espécies, esse encontro pode se tornar cada vez mais raro: elas estão entre os animais ameaçados de extinção no Brasil.
O Projeto Tamar pesquisa, protege e promove ações de conscientização sobre as tartarugas marinhas em oito estados brasileiros. No Espírito Santo, quatro das seis espécies de tartarugas que estão na lista de animais ameaçados recebem proteção do projeto.
Segundo levantamento do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), quase 800 espécies da fauna brasileira estão atualmente em algum nível de ameaça de extinção.
A lista divide as espécies em diferentes categorias de risco:
- Vulneráveis: 337 espécies;
- Em perigo: 286 espécies;
- Criticamente em perigo: 163 espécies;
- Possivelmente extintas: 3 espécies;
- Extinta na natureza: 1 espécie.
Uma dessas espécies é o mutum-do-nordeste, considerado extinto na natureza. Atualmente, existem cerca de 250 indivíduos no Brasil, todos sob cuidados humanos. No Zoológico de Belo Horizonte, um casal da espécie conseguiu se reproduzir sem intervenção. Foi a primeira vez que isso aconteceu desde 1970. O levantamento do ICMBio aponta ainda que nove espécies foram consideradas extintas. Elas não existem mais em território brasileiro, nem mesmo sob cuidados humanos.
Desde 2022, 184 espécies entraram na lista de animais ameaçados, enquanto 158 deixaram de fazer parte dela.
Segundo Arthur Brant, coordenador de Avaliação do Risco de Extinção de Espécies da Fauna do ICMBio, a lista funciona como um diagnóstico para orientar as ações de preservação.
Pesquisa, investimento e informação são considerados fundamentais para a preservação das espécies. Para quem trabalha diretamente com os animais, porém, há outro elemento importante: a esperança.
Fonte: G1

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