Por Sandro Oliveira
À luz das Sagradas Escrituras, somos chamados a transformar nossas vidas. Esse é o convite da Igreja em todo o seu ciclo litúrgico, especialmente durante a Quaresma, que neste ano começou em 18 de fevereiro, com a imposição das cinzas. Este é um tempo de preparação para a Páscoa, a principal celebração para nós, católicos, que se estende por 40 dias, caracterizados pelo jejum, pela solidariedade e pela penitência.
Somos chamados para uma prática que vai além de rituais superficiais e sem significado; trata-se de um esforço contínuo pela transformação interior. A sociedade em que vivemos erige altares à idolatria de três deuses: o Poder, o Ter e o Prazer. A ânsia por posses gera conflitos, traições e até a morte.
Por essa razão, a Igreja, especialmente durante o período da quaresma, nos motiva a adotar a prática da doação – promovendo a generosidade; o jejum – que ensina o autocontrole e a moderação; e a oração – uma poderosa ferramenta para a batalha espiritual do cristão.
A quaresma nos convida a aprofundar nossa vivência do amor de Cristo de maneira mais intensa. Mais do que apenas um período de preparação para a Páscoa, a Quaresma representa um momento de convocação para que toda a Igreja se permita ser “purificada do fermento antigo, tornando-se uma nova massa, fermentada pela verdade” (1º Cor 5,7-8).
Ao refletirmos sobre o sofrimento de Cristo, a Igreja nos chama a considerar o sofrimento da humanidade, incentivando a promoção da vida. Ela nos convida a buscar formas mais solidárias de cuidar de todos os seres vivos, que padecem em suas angústias devido à violência.



















