quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Ano de eleição? Preste atenção: “eles estão de volta”!

Por Sandro Oliveira

Com a chegada do período eleitoral, ressurgem os velhos slogans: “gente da minha terra”, “meu povo”, “meus irmãos”, entre tantos outros. Os discursos vêm carregados de emoção e, muitas vezes, de demagogia. Alguns chegam até a se emocionar diante das câmeras e dos palanques, numa tentativa de tocar o coração do eleitor, especialmente daqueles que vivem em situação de maior vulnerabilidade.

Nesse período, também aparecem brindes, dinheiro, favores e todo tipo de promessa. Para conquistar o eleitor, alguns candidatos mudam o discurso, adotam uma nova aparência e procuram transmitir a imagem de que são diferentes. Mas será que realmente mudaram? Como diz o conhecido provérbio: As moscas mudam, mas o lixo permanece. Por isso, é fundamental que o eleitor esteja atento e não se deixe levar apenas pelas palavras bonitas ou pelos gestos de ocasião.

Observe, por exemplo, as alianças políticas. Um partido apoia o candidato de outro partido, que, por sua vez, apoia um terceiro, porque determinado grupo precisa se aproximar do governo ou porque o governo atual não é aliado do presidente. E assim por diante. Ficou claro? Ou ficou confuso?

Talvez essa seja justamente uma das estratégias que tornam o cenário político tão difícil de compreender: alianças mudam, discursos mudam e partidos mudam de posição. Em alguns casos, políticos trocam de partido com a mesma facilidade com que trocam de roupa.

Isso, porém, não significa que todos os partidos sejam iguais. Existem diferenças entre eles, tanto em sua origem quanto em sua estrutura, seus princípios e suas propostas. Cabe ao eleitor conhecer essas diferenças e analisar com atenção aqueles que pretendem representá-lo.

O voto não deve ser visto apenas como uma obrigação cívica. É um direito e, sobretudo, uma responsabilidade. Por isso, antes de apertar a tecla “confirma”, é preciso olhar além dos discursos, dos favores e das promessas.

Na eleição, não vote apenas em quem fala bonito. Procure conhecer, comparar propostas e observar o histórico de quem pede o seu voto. Afinal, depois que a eleição termina, são as escolhas feitas nas urnas que continuarão fazendo parte da nossa vida.

Sandro Oliveira

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