quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Zilda Arns, criadora da Pastoral da criança, morre em missão humanitária


Criadora da Pastoral na Criança nos anos 80, pediatra estava no país para levar a religiosos a metodologia da instituição. A médica sanitarista e pediatra Zilda Arns Neumann, 75, morreu no terremoto do Haiti, onde estava em missão humanitária. Pretendia levar a religiosos daquele país a metodologia da Pastoral da Criança, hoje presente em 20 países. No Brasil, a organização formada por 260 mil voluntários acompanha mais de 1,9 milhão de gestantes e crianças menores de seis anos, além de 1,4 milhão de famílias pobres, em 4.063 municípios.

Filha de uma família de 13 irmãos, dos quais cinco dedicados à vida religiosa, Zilda Arns ficou viúva aos 43 anos do administrador Aloysio Bruno Neumann, que morreu aos 46. Cinco anos depois, em 1983, iniciou sua obra, ao fundar a Pastoral da Criança, em uma experiência-piloto na cidade de Florestópolis, no Paraná.
Pouco tempo antes, tinha recebido do irmão, dom Paulo, então cardeal arcebispo de São Paulo, o desafio de ensinar as mães de comunidades carentes a usar o soro caseiro para combater o que era, então, o maior causador da mortalidade infantil -a desidratação causada por diarréias e vômitos.
Hoje, a mistura de duas medidas rasas de açúcar com uma rasa de sal, em um litro de água limpa, o famoso soro caseiro, parece daqueles remédios que sempre existiram. Mas até os anos 1980, usavam-se remédios industrializados, comercializados sob patentes e caros.
Dom Paulo havia recebido de James Grant, então diretor-executivo do Unicef, o pedido de que envolvesse a Igreja Católica na difusão do soro, recém-formulado. "Aquilo era como um ovo de Colombo. Podia salvar milhões de vidas, era barato, simples de fazer", lembra o professor de pediatria da Universidade Federal de São Paulo, Fabio Ancona Lopes.
A médica Zilda Arns, à época com 48 anos, 27 de consultório, especialização em pediatria, administração de programas de saúde materno-infantil e saúde pública, ficou encarregada de formatar o programa da nova pastoral. Em 2004, a CNBB deu-lhe outra missão: organizar a Pastoral da Pessoa Idosa.
Zilda Arns, olhos azuis, um forte sotaque alemão, xerox do rosto do irmão dom Paulo, batom forte (ela dizia que tinha aprendido a se maquiar apenas aos 60 anos), aparecia pesando crianças em balanças improvisadas, ensinando a formulação do soro caseiro, distribuindo uma mistura nutritiva, feita de alimentos baratos (a "multimistura da pastoral"), feita de casca de ovo, semente de abóbora, arroz, milho ou fubá, folha de mandioca -antianemia e desnutrição, ela garantia.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Feliz 2010 a tod@s

UM fato tem me chamado bastante atenção nas festas de final de ano. E é justamente às superstições que envolvem o nosso povo na passagem de um ano para o outro. Ouvi muitas pessoas dizerem que iriam vestir-se de branco, outras iriam colocar um galho de arruda na orelha, outras iriam pular sete ondas, dente de alho macho no bolso, jogar flores no mar, e por aí vai... 

ORA meus irmãos, não vai adiantar nada, se usou calça branca, camisa branca e por dentro, ter um coração desfigurado, cheio de ódio, rancor, ressentimento... Jesus nos chama a atenção quanto a isso: Ai de vós, doutores da Lei e fariseus hipócritas, porque sois semelhantes a túmulos caiados: formosos por fora, mas por dentro... (Mat 23, 27-28).

DE um jeito ou de outro 2010 começou, com ou sem galho de arruda, com ou sem roupa branca. O engraçado é que, teoricamente continua tudo igual. Temos os mesmos amigos, outros (Graças a Deus) o mesmo emprego, outros (infelizmente) ainda desempregados, outros as mesmas dívidas, seremos a mesma pessoa que fomos no ano que passou, enfim, a única diferença é que temos, não um mês, mas doze meses pela frente para mudar muitas coisas que ainda andam fora do plano de Deus. 

NESSE contexto, convido a todas as famílias a uma profunda reflexão: Como vai nosso relacionamento familiar? Estamos vivendo no diálogo, na unidade, amor e respeito? Você que é casado(a) será que conseguimos relembrar do nosso juramento feito no altar? Você se lembra? Como foi a nossa família durante o ano que acabou? Ouvimos e vemos pela televisão episódios de violência de irmãos contra irmãos, de pais contra filhos, enfim, tudo que vai contra aos valores cristãos. Será que nossa família também estar vivendo situações semelhantes? O que se passa em nossas famílias? Essas perguntas nós devemos responder para nós e para os nossos familiares, dialogando com franqueza e com amor.

DEVEMOS sim, amar a nossa família, mas não devemos nos esquecer das outras. A Sagrada Família não ficava isolada em sua casa, prova disso foi nas bodas de Caná (Jo 2, 1-12), quando Maria pediu a Jesus para que Ele ajudasse aquele casal amigo na hora em que eles estavam precisando. Um gesto concreto de que devemos estar sempre em união com todas as famílias. 

VOLTANDO as roupas brancas, temos sim, que nos vestir de branco por dentro. Ter um coração cheio de amor, de paz e esperança, o resto é pura superstição. Eu convido a todos para o ano de 2010, rezarmos em família e pelas famílias, fazer algo que ajude a sua e as outras famílias a viverem na paz e no amor de Deus. 


Sandro Oliveira

domingo, 11 de outubro de 2009

Nossa Senhora Aparecida, Rogai por nós!

Por Sandro Oliveira

Dia 12 de outubro é o dia de Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil. Pois bem, outro dia eu liguei o rádio e ouvi uma discussão entre um católico e um protestante sobre Nossa Senhora e o terço dedicado a ela. Confesso que fiquei triste com o que escutei. Parecia que Nossa Senhora estava ali no meio deles sendo julgada por um crime que não havia cometido – cheguei a imaginar lágrimas nos olhos dela. Lá estavam um promotor de acusação e um advogado para defendê-la, como se Maria precisasse de alguém para isso. Não vou defendê-la, como já disse, ela não precisa de advogado, mas vou colocar a minha simples e humilde opinião sobre isso.

Tenho certeza de que Nossa Senhora não fica feliz, mesmo com aqueles que se dizem seus defensores, quando há agressividade e discórdia. Não! Temos Maria como a Rainha da Paz – ela não admite que pessoas fiquem se agredindo, seja qual for o motivo. Por outro lado, Lutero não concordaria com a maioria das atitudes de alguns em relação a Nossa Senhora. Por dever de justiça, é necessário reconhecer que um protestante esclarecido não desrespeita a Mãe de Jesus. Ele apenas nega que ela tenha alguma importância no projeto de salvação de Deus – mesmo não concordando, temos que respeitar a sua opinião.

Isso acontece porque nossos irmãos separados têm tanta ânsia de deixar claro que somente Jesus é o Salvador, e eles estão certos em afirmar isso, que terminam esquecendo que aqueles que estão em Cristo, no Espírito de Cristo, são membros do Corpo de Cristo e participam da missão de Cristo. Ao esquecerem isso, caem em erro grave contra a fé apostólica. Gostam de dizer "Só Jesus". Ótimo! (não estão errados). O problema é que eles compreendem o "só Jesus" como "Jesus só!", um Jesus sozinho, que não é Cabeça do Corpo da Igreja, que não nos uniu a Ele desde o batismo.

Ora, se eu rezo por alguém, estou intercedendo por essa pessoa... Mas, não é somente Jesus o intercessor?! A Sagrada Escritura nos manda e ordena que rezemos uns pelos outros. "Orar uns pelos outros" (Mt 5, 44). Paulo diz que "ora pelos Colossenses" (Col 1, 3), Tiago nos ordena de "orar uns pelos outros" (Tg 5, 16).

Quanto ao "ódio" a Maria, geralmente é próprio dos que só querem agredir a fé católica. Rezemos pelos nossos irmãos – Maria é Mãe de todos os discípulos de Jesus, também daqueles que não gostam dela! E vivamos todos como irmãos, independente da religião e da fé que professamos. "Mulher, eis aí o teu filho, filho, eis aí a tua mãe" (Jo 19,26-27).
Um abraço, e fiquem com Deus.

Sandro Oliveira

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Orar em qualquer momento

Por Sandro Oliveira

Outro dia li uma pequena estória que dizia assim:

Há algo mais importante que a oração?
- Perguntou o discípulo ao mestre.
- O mestre pediu que o discípulo fosse até uma árvore próxima e cortasse um ramo. O discípulo obedeceu.
- A árvore continua viva? – perguntou o mestre. - Tão viva como antes – respondeu o discípulo.
- Então vá até lá e corte a raiz – pediu o mestre. - Se eu fizer isto, a árvore morrerá – disse o discípulo. – O mestre então disse: - As orações são os ramos de uma árvore, cuja raiz se chama fé. Pode existir fé sem oração, mas não pode existir oração sem fé.

Pois bem, quero lhe convidar a refletir sobre como a oração pode ser uma parte integral da vida, um meio de comunicação com Deus, e não apenas um recurso utilizado em necessidades. Oração é um encontro profundo com Deus. É, acima de tudo, um gesto de entrega, fé, humildade, escuta e compromisso verdadeiro. Mas por que será que as pessoas rezam tão pouco nos dias de hoje? O mundo em que vivemos é muito marcado pelo materialismo. As pessoas pensam mais nas coisas materiais – o dinheiro, os bens, os compromissos sociais, o status, os prazeres. "Onde está o teu tesouro, está o teu coração", disse Jesus (Mt 6, 21). 

Quando nosso tesouro passa a residir nas coisas materiais, fúteis e supérfluas da vida, aos poucos essas coisas vão se tornando divindades, e nós vamos deixando Deus de lado. Ora, se eu tenho um "deus" (ou vários "deuses") que é minha posição social, coloco o dinheiro em primeiro lugar, e isso me basta, que necessidade eu tenho de outro Deus?

Vamos nos afastando, deixando a oração em segundo plano, até que um fato da vida nos faça ver que aqueles falsos deuses de nada adiantam. Para que nossa oração não seja como um guarda-chuva, a gente só abre na hora da necessidade, é preciso que ela se torne uma prática diária. É um equívoco falar sobre o "poder da oração". A oração, por si mesma, não tem poder nenhum. Quem tem poder é Deus; na fé, acessamos Deus através da oração. Se a oração tivesse um poder isolado, fora de Deus, ela seria superstição.

Às vezes acontece comigo e com muitas pessoas a distração no momento da oração. As pessoas se queixam que a distração as faz perder o rumo durante a oração. A distração de fato acontece, é uma contingência humana, e não deve nos assustar. Para que se possa orar caindo o mínimo possível em distrações, é importante que se coloque em espírito de oração. Estar em espírito de oração é procurar esvaziar-se das preocupações, dores e dúvidas – não é fácil, mas é possível.

É bom orar em qualquer momento: nas alegrias, nas tristezas, na dúvida, nas horas vagas, antes de dormir, ao acordar, nos momentos de espera, nas refeições, em visitas ao sacrário... Orar é comunicar-se com Deus. É um diálogo com o divino, uma forma de cultivar a relação com Ele.
Sandro Oliveira

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Coração de Maria está de LUTO

QUERIA estar falando de coisas alegres, de momentos de paz e amor... mas parece que o mundo anda de cabeça pra baixo e algumas coisas acontecem e nos deixa triste. Coração de Maria está de luto pelas vítimas do acidente estúpido ocorrido no nosso município. 

EU TINHA preparado outro artigo, mas diante da tragédia sinto-me no dever de expressar algumas palavras. No último dia 21 de julho aconteceu uma tragédia que todo o País tomou conhecimento. Nos dias 22 e 23 foram os sepultamentos das vítimas, sentíamos no semblante dos parentes e amigos o sentimento de dor, revolta e impotência. 

TIVERAM momentos em que o silêncio da dor era quebrado pelo toque dos sinos que acompanhava o funeral, também por gritos desesperados por perder um ente querido, um professor, um amigo, um conhecido... A dor da perda era tão forte que mesmo sabendo que não foi Deus, nos perguntávamos: “porque Deus fez isso conosco?”. De imediato vinha a resposta, não foi Deus o culpado, jamais Deus queria esse sofrimento para o nosso povo. Como de costume recorri à bíblia para as minhas perguntas. 

NO LIVRO dos Gênesis 3,10, diz: “E ele respondeu: Ouvi o barulho dos vossos passos no jardim; tive medo, porque estou nu; e ocultei-me”. Esse texto, no qual se refere à visita que Deus fez ao Jardim do Éden. É, sem dúvida, uma das passagens mais tristes da Bíblia, pois mostra o inicio da tragédia da humanidade, o mal se fez presente e fez com que os filhos tivessem vergonha do próprio Pai. E desse dia em diante o mundo não foi mais o mesmo. 

POIS É, tive a mesma sensação de Adão e Eva, eu fiquei com vergonha, quando fui ao local do acidente e vi o que restou do ônibus debaixo da ponte, só de imaginar o desespero das pessoas eu chorei. Senti Vergonha pelas atrocidades cometidas pelos nossos governantes. Sim! Classifico como uma atrocidade cometida pelos governantes. Há quanto tempo nós desejávamos que se construísse uma ponte e uma estrada com destino Coração de Maria a Feira de Santana, onde se pudesse trafegar com segurança, e nada foi feito. 

DOEU, e ainda dói, e vai doer por muito tempo nos nossos corações, mas precisamos levantar a cabeça e protestar, reivindicar os nossos direitos. Quando nós cidadãos teremos consciência de que o ato de protestar, rebelar é a forma mais democrática de reclamar algo que não condiz com a ética? Protestar é um direito concedido, jurídica, social e democraticamente a todo cidadão. A Igreja, as associações, os estudantes, as famílias, enfim, todos nós, até quando seremos um povo que se conforma com tudo? 

PEÇO para que Deus acalente e fortaleça esses familiares que perderam seus entes queridos... e que todos nos unamos aos anjos e santos para rezar por eles e pelos seus familiares. Que Deus nos abençoe e nos proteja!

Sandro Oliveira

sábado, 27 de junho de 2009

Mudei de Religião!

Por Sandro Oliveira 

A princípio, o título pode parecer sugestivo, mas não se trata de uma discussão sobre mudança de religião. A frase que dá titulo a este artigo é um convite para explorar e refletir sobre a fé contemporânea. Se você chegou até aqui, espero que aprecie a leitura até o final.

A religião contemporânea enfrenta um desafio significativo: muitas pessoas a veem como um produto de consumo, escolhendo crenças e práticas de acordo com seus gostos pessoais. Igrejas específicas para diferentes grupos, como lutadores de jiu-jítsu ou surfistas, exemplificam essa tendência. Nesse contexto, a religião se torna uma questão de escolha individual, onde as pessoas selecionam apenas o que lhes agrada.

Muitos buscam uma religião que não exija mudanças significativas em suas vidas, mas que se adapte aos seus interesses e desejos. No entanto, uma verdadeira experiência religiosa deveria provocar mudanças profundas na vida do indivíduo, elevando seu nível moral e promovendo valores como ética, igualdade, misericórdia, amor e coerência.

Infelizmente, algumas pessoas são atraídas por "religiões" que prometem prosperidade financeira rápida e fácil. Essas promessas frequentemente vêm de líderes religiosos corruptos que exploram a fé para obter ganhos financeiros e políticos. Nessas seitas, o dinheiro se torna o foco principal, e Deus é tratado como um acordo comercial.

A Bíblia nos lembra que "ninguém pode servir a dois senhores" (Mateus 6,24), alertando contra a tentativa de conciliar a busca por riqueza material com a devoção espiritual. Muitas pessoas buscam um "deus" que funcione como um mágico, resolvendo problemas de forma imediata, em vez de buscar uma relação profunda com um Deus de amor.

É essencial repensar o papel da religião em nossas vidas, buscando uma abordagem mais profunda e transformadora, que vá além da busca por benefícios materiais e promova uma mudança genuína em nossos corações e mentes. A verdadeira fé deve nos levar a uma vida de amor, compaixão e serviço aos outros, e não apenas a uma busca por ganhos pessoais.

Sandro Oliveira
Membro do Cursilho

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Hino da Cidade de Coração de Maria - Bahia - Brasil


Toda formosa oh! Cidade mariense / Toda repleta de beleza e encanto / Brancas nuvens cobrindo teu céu lindo / O palmeiral balança no volteio santo.
O sol que doira os teus regatos límpidos / Borboletas que brincam em revoar / Na relva rasteira a Zabelê se espraia / As cachoeiras se fazem encantar.
Toda formosa oh! Cidade mariense / Toda repleta...
Jardins floridos pomares frondosos / Se enfeitando para o sol que sorrir / Nossa graça entoa a passarada / Hino a alvorada a florir.
Toda formosa oh! Cidade mariense / Toda repleta...
O vento revoltando das palmeiras as folhas / Palpitando de beleza e encanto / Toda formosa oh! Cidade mariense / Bendito o teu viver e o teu recanto.
Toda formosa oh! Cidade mariense / Toda repleta de beleza e encanto / Brancas nuvens cobrindo teu céu lindo / O palmeiral balança no volteio santo.

1º de junho - Aniversário de Coração de Maria

Pequeno histórico do município de Coração de Maria-Bahia

EXISTIA na fazenda pertencente a Bento Simões, nos meados do século XVIII, um povoado conhecido por “Lages” pelo fato de ai existir água potável em abundância.
EM 1848, João Manoel da Mata, Macrino Simões Ferreira e Antônio Fidelis de Cerqueira Daltro, construíram naquele local uma capela coberta de palha e consagrada ao Santíssimo Sagrado Coração de Maria, que foi anexada à freguesia do Santíssimo Sagrado Coração de Jesus do Pedrão, a partir daí, começou o progresso do povoado.
EM MEADOS de 1848, aqui chegou o jesuíta Frei Paulo de Carnicalle, que incentivou a construção da igreja Matriz em substituição à capela já existente, a qual foi elevada em 1853 a freguesia e a distrito de paz, com o nome de Santíssimo Sagrado Coração de Maria.
O ARRAIAL sede dessa freguesia foi elevado a vila em 10 de março de 1891, e a instalação do município ocorreu a 13 de abril do mesmo ano, recebendo a topônimo de Santíssimo Coração de Maria. O município era formado de um único distrito, com território da freguesia Santíssimo Sagrado Coração de Maria, desmembrado do território do município de Purificação dos Campinhos, atual Irará, e da Nossa Senhora de Oliveira dos Campinhos, desmembrada de Santo Amaro da Purificação, hoje Santo Amaro.
MAIS TARDE, o governo estadual devolveu a Santo Amaro a freguesia de Nossa Senhora de Oliveira dos Campinhos e a Irará o distrito de São Simão, ficando o município apenas com um distrito, o da sede do município. Em 1914, uma lei estadual restituiu ao município de Coração de Maria o distrito de São Simão, hoje Itacava.
A VILA RECEBEU categoria de cidade em 30 de março de 1938, porém, em 31 de dezembro de 1943 o município foi extinto por um Decreto-Lei estadual, sendo o seu território anexado ao município de irará. O município foi restabelecido pelo Decreto-Lei estadual 12.978 de 1º de junho de 1944, com o nome de Coração de Maria e composto do distrito desse nome e de distrito de Itacava, antigo São Simão, situação que ainda permanece.
LOCALIZAÇÃO – Com uma área de 375 Km2, Coração de Maria encontra-se dividido em dois distritos, a saber: o distrito Sede, onde funciona o setor administrativo e o distrito de Itacava, este com sede na antiga vila de São Simão, fundada em 1649, e onde se encontra o arraial do Retiro e o povoado do Sítio. Itacava que é constituído basicamente de pequenas propriedades é formado ainda pelas localidades de: Mucambo, Mucambinho, Pedras, Pedra Nova, Pedra Velha, Pedra Verde, Canudos, Bujiu, Tapera, Mata da Ladeira, Mata Costa, Mata Tamanco, Matambina, Brilhante, Mangueira e Godório entre ouros. Já o distrito da Sede que compreende toda a área entre o rio Parnamirim até o riacho Ingazeira, é formado pelas localidades de: Flores, Santa Tereza, Santa Rosa, Chamorro, Cabeça do Nego, Cantagalo, Canabrava, Canoas, Terra Preta, Bom Viver, Nova-Vida, Riachão, Purrão, Sapé, Mucuri, Paciência, Camboatá, e Jenipapo entre outros.
LIMITES – Com Santanópolis, Irará, Pedrão, Teodoro Sampaio, Conceição do Jacuipe e Feira de Santana.
CLIMA: Tropical e ameno e as chuvas são mais extensas no período de abril a julho, está parcialmente incluído do Polígno da seca.
PRINCIPAL SERRA – Zabelê
RIO MAIS IMPORTANTE – Pojuca, que ao percorrer sua extensão territorial recebe como afluentes os rios: Salgado, Parnamirim, Seco e o riacho da ingazeira.
LAGOAS MAIS IMPORTANTES – a dos Porcos, a de Pedras e a lagoa do Mato.


Acesse o orkut com fotos antigas de Coração de Maria - http://www.orkut.com.br/Main#Home

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

A televisão invade o Lar

Por Sandro Oliveira

Sinto saudade dos tempos em que a televisão oferecia programas adequados para toda a família. Atualmente, essa realidade mudou. 

Recentemente, enquanto assistíamos TV em família, tivemos uma surpresa desagradável: um homem vestido de Papai Noel, armado, atirando em outro. Dias depois, já próximo ao Natal, visitamos um shopping e encontramos um "Papai Noel". Minha filha mais nova, que na época tinha 3 anos, começou a chorar ao ver a figura natalina, o que nos pegou de surpresa. Normalmente, as crianças ficam animadas ao ver Papai Noel, geralmente querem tirar fotos. Foi então que me lembrei da cena que havia assistido. Depois de conversarmos bastante, consegui acalmá-la. 

Pouco tempo depois, vi um anúncio na televisão sobre a reprise de uma minissérie que anteriormente havia sido exibida às 23h, mas agora seria apresentada às 15h. Essa minissérie continha cenas de sexo, algo totalmente inapropriado para o horário em que crianças costumam assistir. 

Em outra ocasião, também nessa emissora, vi uma cena perturbadora em que uma mãe discutia com sua filha e esta partia para a agressão. É triste ver esses conteúdos na TV. Embora eu não defenda a censura, acredito que deveria existir normas para programas de TV, principalmente para proteger crianças e adolescentes com a classificação indicativa de conteúdo.

A TV invade nossos lares sem qualquer receio, trazendo cenas de violência, imoralidade e sexo casual, que vão contra valores positivos. Por outro lado, cabe a nós, pais, acompanhar e regular o que nossos filhos assistem, tanto na televisão quanto na internet. Não dá pra proibir os filhos de usar esses meios – que, quando usados direito, são bem úteis pra todo mundo.

Sandro Oliveira

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

...Precisamos nos unir em prol de um transporte escolar digno para os estudantes da zona rural... Chega de sofre nas estradas à espera de carro para levar os nossos estudantes à escola... É hora de mudanças, de responsabilidade com o dinheiro público, de respeito para com o cidadão... Basta de corrupção, de impunidade, de fortunas fáceis, basta de mentir ao povo, basta de mentir à juventude... Este é meu desejo, esta é a minha luta...

(TRECHOS DO DISCURSO DE SANDRO OLIVEIRA NA MANIFESTAÇÃO COM OS ESTUDANTES DA ZONA RURAL – Setembro 2004)

Casamento é loteria?

Por Sandro Oliveira

Em uma discussão recente, em um grupo da igreja, sobre o matrimônio, um jovem exclamou: "Se pudesse voltar atrás, não teria me casado". Suas palavras, carregadas de frustração e descontentamento, deixaram o ambiente em silêncio por um momento. Uma mulher, então, complementou: "Casamento é como uma loteria". A partir daí, começaram as queixas sobre o matrimônio, afirmando que ele é isso e aquilo... 

Pessoalmente, considero que casamento não é uma questão de sorte. Para mim, o casamento se baseia em diálogo, respeito, sacrifício, perdão e amor. Um dos principais problemas enfrentados pelos casais é a falta de comunicação. O homem conversa com amigos sobre política e esportes, mas, ao voltar para casa, não se comunica com a parceira. A mulher, por outro lado, fala bastante no salão de beleza, mas em casa muitas vezes está mais interessada nas novelas. 

É claro que não existe um casamento perfeito, livre de conflitos, mas todo relacionamento exige renúncias e adaptações; caso contrário, torna-se uma situação complicada. O matrimônio é baseado no perdão; sem ele, não funciona. Muitas pessoas, hoje em dia, estão brigando e buscando o divórcio sem antes compreender o que é realmente o casamento. 

O matrimônio não é um teste ou uma união temporária; a aliança não se desfaz quando surgem os desentendimentos. Quando os casamentos estão bem, tanto a Igreja quanto a sociedade prosperam. A solução para o casamento e a família não está nos padrões falhos da sociedade contemporânea, que prioriza o individualismo e o dinheiro em detrimento de tudo. Está sim na palavra de Deus, que preconiza o amor acima de tudo – um amor eterno e infalível. 

O amor no casamento é essencial; se não houver amor, talvez seja melhor não casar. O amor verdadeiro é aquele que compreende, se conecta, sente as dores do outro e compartilha as alegrias. Não é possível entrar em um casamento pensando que apenas uma das partes será feliz; a felicidade deve ser mútua. Além disso, esse amor não deve se restringir ao casal, mas deve irradiar para toda a família. Portanto, o casamento não é uma loteria. Siga o exemplo de Maria: confie em Deus e dê a Ele aquele "sim" que ela concedeu um dia.

Sandro Oliveira
Membro do Cursilho

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Foi Verdade

Por Sandro Oliveira

Caros amigos,
 
Quando falaram do Cursilho, não havia exagero. Encontrei uma piscina cujas águas cristalinas jorram diretamente do peito aberto de Jesus. Ela está em todo lugar — no silêncio do quarto, na comunhão do refeitório, na intensidade da sala de mensagens, no sussurro do corredor, na contemplação da capela. Aquela casa é um pedaço de céu palpável. Mergulhei nessa piscina e me vi num mar de Graças, sendo levado pelas ondas do amor até o Pai, o Filho e o Espírito Santo. É um afogar-se de encontro ao divino, um perder-se para se encontrar pleno.

E o campo de futebol? É idêntico ao que vocês descreveram. O time tem dois craques: você e Jesus Cristo. E Ele, numa surpreendente coincidência, também assume o papel de juiz — decretando um pênalti a seu favor. A marca da penalidade está a apenas 1 metro da trave gigantesca — 100 metros de largura por 20 de altura. E o mais extraordinário: não há goleiro para defender. Tudo depende de você: basta chutar, fazer o gol e correr para os braços estendidos de Jesus. Não é o gol que se celebra ali — é a alegria, é a felicidade de estar com Ele.

Posso garantir, tudo foi verdade.

Vivi o Cursilho em agosto de 1998. Posso garantir, tudo foi verdade. 

Sandro Oliveira 
Texto feito em 10/09/1998

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Política e Fé: Compromisso cristão com a sociedade

Por Sandro Oliveira

Há quatro anos, eu fui candidato a prefeito. E percebi uma coisa: quando se falava em política, muita gente "torcia" o nariz. Nos grupos religiosos da Igreja, muitos cristãos usam mil pretextos pra dizer que política não presta, pra se livrar do assunto. Com isso, ficam livres da responsabilidade do voto e votam sem o menor cuidado. Alguns não querem saber de política porque dizem que divide a comunidade. 

Os católicos que usam esses argumentos pra escapar da realidade política têm uma parcela de culpa nas corrupções da nossa política. Por causa desse voto descompromissado, irresponsável, políticos desonestos conseguem os mandatos. A omissão dos católicos vai ajudar os desonestos a oprimir o povo. Cristão que age assim não pode alegar ignorância pra justificar esse comportamento leviano. Política não é fácil, é complexa. Então, temos que vencer a preguiça mental que leva à omissão e justifica o descumprimento de um mandamento de Deus: lutar pela justiça em prol de todos.

Podemos buscar conhecimento político na própria Igreja. Isso mesmo, na Igreja. Nos grupos, nos movimentos, nas pastorais. Nesses grupos e movimentos existem os Círculos Bíblicos, onde a gente discute a leitura bíblica, reza junto, traz a realidade daqueles tempos pra cá, e vê que não mudou muita coisa – continua a mesma exploração. 

Quantos Pilatos ainda existem hoje? Quantos lavam as mãos quando veem um pobre passando fome, desempregado? O que me incentivou na política foi justamente esses Círculos bíblicos, principalmente o Movimento de Cursilhos. Lá eu conheci os documentos da Igreja, tipo Puebla (Conferência dos Bispos da América Latina em 1979). É um documento a favor dos pobres da América Latina, que ensina a gente a ser líder cristão comprometido com a família e a sociedade. Abre os olhos pra realidade que tá aí, mesmo quando a gente insiste em não querer ver.

Sandro Oliveira
Membro do Cursilhos de Cristandade

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Eles estão de volta

Ano de eleição? Preste atenção: “eles estão de volta” com seus velhos slogans: “gente da minha terra”, “meu povo”, “minha comunidade”, “meus irmãos”, entre outros. Com discursos repletos de demagogia (alguns até se emocionam), esses oradores manipulam os sentimentos do eleitor menos favorecido. Distribuem brindes, dinheiro, e favores por toda parte.

Para iludir o eleitor, chegam a alterar seus discursos, mas, desculpem-me, são os mesmos lobos camuflados de ovelhas entre o povo. Como diz um conhecido provérbio: “as moscas mudam, mas o lixo permanece”, por isso é fundamental que o eleitor esteja atento e escolha com consciência.

Tomemos como exemplo: um partido apoia o candidato de outro partido, que por sua vez apoia um terceiro, porque o governo atual não é aliado do presidente, e assim por diante. Ficou claro? Ou ao contrário, ficou confuso? Mas essa é a estratégia dos políticos: confundir e tornar tudo nebuloso para o eleitor; eles trocam de partidos como se estivessem trocando de vestuário.

Isso não significa que todos os partidos sejam iguais; existem diferenças entre eles, tanto na origem quanto na estrutura e nas abordagens. Portanto, o voto vai além de uma obrigação cívica; é um direito nosso, enquanto cidadãos. Precisamos escolher candidatos que se comprometam, não com um pequeno grupo de amigos, mas com a sociedade como um todo.

Sandro Oliveira
Membro da Pastoral Familiar

terça-feira, 1 de julho de 2008

Construindo relações fortes contra as drogas

Estava estampado nos jornais de todo o Brasil: um menino de 11 anos foi acorrentado pelos próprios pais pra evitar que ele fugisse de casa pra comprar e consumir crack. Olha, se existem coisas que nos chocam, é saber de fatos como esse e pensar que é só o que veio a público. Quantos outros casos estão acontecendo, principalmente aqui no nosso município, onde as drogas estão acabando com os nossos jovens.

O que fazer quando se descobre que alguém da família tá envolvido com drogas? Não são poucas as famílias que hoje tão impotentes diante dessa pergunta. Que "a droga é uma droga" não tenho dúvida, nem os que se tornaram escravos dela. Quantos gostariam de sair disso e não conseguem? Quantas pessoas atormentadas, quantas crianças e jovens enveredam pelo vício por um caminho muitas vezes sem volta. E ainda mais num mundo em que os tráfico ganham milhões e milhões.

Quando se sabe que pais fazem coisas como essa citada acima, dá pra imaginar o estado em que eles tão, a dor que eles sentem, o amor que faz eles agir desse jeito. Quantos pais vão na polícia pedir pra "prenderem" os filhos, porque já não sabem mais o que fazer com eles. O que é oferecido como solução ainda é muito fraco. As providências não alcançam uma boa parte. Faltam clínicas especializadas pra que os pobres tenham acesso e sejam tratados. Nas maiores, onde o tratamento é pago, são poucos que podem pagar.

É preciso que os pais se informem sobre isso, discutam sem preconceito ou falso moralismo e construam, desde criança, um espaço de respeito e de interesse pelos filhos – medidas pra impedir que a droga vire uma tragédia capaz de destruir uma família. É preciso que os pais saibam que a melhor prevenção tá no jeito como a gente educa os filhos. Ensinar que buscar prazer a qualquer preço é viver errado. Ensinar o caminho do bem e do amor.

Sandro Oliveira
Membro da Pastoral Familiar 

terça-feira, 10 de junho de 2008

Valeu, Padre João!

Há acontecimentos que ocorrem além do nosso controle. Contudo, quando temos uma missão a cumprir, é fundamental aceitá-la, pois isso faz parte dos planos de Deus. Durante quatro anos e seis meses, tivemos a honra de contar com a presença do Pe. João em nossa comunidade, e por isso somos imensamente gratos. Ele nos acompanhou em algumas de nossas maiores conquistas, como a realização do Encontro de Casais com Cristo em nossa paróquia, o que trouxe muita alegria aos que valorizam a família. 

Com seu carisma, ele nos aproximou mais de Deus e da Sagrada Eucaristia, ensinando-nos a participar de cada Missa como se fosse a primeira ou a última de nossas vidas. Deus coloca pessoas ao nosso redor que desempenham papéis angelicais, guiando-nos pelo caminho certo. Através de sua espiritualidade, Pe. João foi um verdadeiro anjo, trazendo conforto e luz aos nossos corações feridos e fragilizados. Seu jeito simples, humilde e atencioso lembra o Bom Pastor que procura resgatar suas “ovelhas” dispersas. Sua forma de ser e agir tem a capacidade de unir as pessoas, fazendo-nos sentir como iguais e irmãos.

Nossa comunidade percebe que um de seus integrantes não está mais fisicamente presente, mas permanecemos unidos em espírito. Mesmo à distância, sempre seremos um só. As pessoas que cruzam nossos caminhos deixam marcas indeléveis em nossas vidas. Tenha a certeza de que sua luz nunca se extinguirá. O livro do Eclesiástico, 6, 14-16, nos ensina que um amigo fiel é uma proteção poderosa, e quem o encontrar descobrirá um verdadeiro tesouro. Um amigo leal não tem preço, e seu valor é incalculável. Ele é um remédio que cura, e aqueles que temem ao Senhor o encontrarão. 

Pe. João, “quem encontra um amigo, encontra um tesouro”. Ao longo desses quatro anos e meio, nossa comunidade recebeu um tesouro inestimável: você e sua amizade. Podemos afirmar com convicção que nossa grande comunidade se formou porque tivemos ao nosso lado um sacerdote exemplar. Que Deus o abençoe em sua nova missão. Estaremos sempre orando e torcendo pelo seu sucesso. Não é um adeus, mas um até breve. Até logo e muito obrigado por tudo. Valeu, Padre João!

Sandro Oliveira