quarta-feira, 19 de novembro de 2025

Brasil empata amistoso com a Tunísia em 1 x 1

Em sua última partida no ano, a Seleção Brasileira enfrentou a Tunísia, em amistoso disputado na Decathlon Arena, em Lille, na França. Este foi o segundo compromisso da equipe nesta Data Fifa. As seleções empataram em 1 x 1, com ambos os gols marcados no primeiro tempo. Mastouri abriu o placar para os tunisianos e Estêvão, de pênalti, deixou tudo igual.

No último sábado (15/11), o Brasil venceu Senegal por 2 x 0, no Emirates Stadium, em Londres.

Para o confronto desta terça-feira (18/11), Carlo Ancelotti promoveu três mudanças na equipe titular. Bento, Wesley e Caio Henrique entram nos lugares de Ederson, Gabriel Magalhães e Alex Sandro.

terça-feira, 18 de novembro de 2025

Queda do Cloudflare provoca "apagão" em sites e aplicativos em todo o mundo

Uma instabilidade no serviço de distribuição de conteúdo em nuvem Cloudflare derrubou diversos sites e aplicativos, a exemplo do X (antigo Twitter) e ChatGPT.

De acordo com o Down Detector, que também foi afetado pela queda, os problemas tiveram por volta das 08h50 (horário de Brasília).

Por meio do próprio site, a Cloudflare reconheceu o problema e informou a questão de conectividade. Para o público, a página exibia uma mensagem na última atualização afirmando que estava investigando o caso.

“A Cloudflare está ciente e investigando um problema que afeta vários clientes: erros do Widespread 500, Cloudflare Dashboard e API também falhando. Estamos trabalhando para entender o impacto total e mitigar esse problema. Mais atualizações a seguir em breve”.

Chance do Brasil no Oscar em 2026, 'O Agente Secreto' ganha novos prêmios internacionais

O longa 'O Agente Secreto', do diretor Kleber Mendonça Filho, recebeu dois novos prêmios internacionais. Aposta do Brasil para o Oscar de 2026, a produção ganhou no último final de semana o Prêmio da Crítica no Key West Film Festival e o prêmio de Melhor Fotografia para Evgenia Alexandrova no Festival Internacional de Cinema de Estocolmo.

Após a estreia em solo brasileiro, que já levou cerca de 700 mil espectadores aos cinemas, o filme segue em um calendário de ações internacionais para a divulgação.

O lançamento norte-americano está agendado para 26 de novembro em Nova York e 5 de dezembro em Los Angeles, por meio de parceria com as distribuidoras Neon e Mubi.

Na última segunda, o diretor Kleber Mendonça Filho, a produtora Emilie Lesclaux e o ator Wagner Moura compareceram ao Governors Awards em Los Angeles, um evento promovido pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.

A estratégia de divulgação inclui a disponibilização do filme nas plataformas de votação do Globo de Ouro (GGs) e do Critic's Choice (CCs), coletivas de imprensa e sessões programadas para a The National Board of Review e associações de técnicos.

A distribuição internacional, gerenciada pela MK2, confirmou o lançamento em mais de 90 países, incluindo a estreia na França em 17 de dezembro e em mercados como China, Coreia do Sul e México, após o filme ter sido lançado em Portugal e na Alemanha.

Fonte: Bahia Notícias

domingo, 16 de novembro de 2025

Pix completa cinco anos e movimenta mais de R$26 trilhões por ano

O Pix completa cinco anos neste domingo (16) como o principal método de pagamento do país. Lançado pelo Banco Central em novembro de 2020, o meio de pagamentos digital movimentou R$ 26,4 trilhões no ano passado. Isso equivale a quase duas vezes o produto interno bruto (PIB) do Brasil em 2024. Segundo a Agência Brasil, neste ano, de acordo com o Banco Central, foram R$ 28 trilhões em transações via Pix até outubro.

O diretor de organização do sistema financeiro e resolução do Banco Central, Renato Gomes, avaliou em uma transmissão online que a plataforma incluiu mais pessoas no sistema bancário.

quarta-feira, 12 de novembro de 2025

Medicamentos populares que podem prejudicar o fígado

Médica aponta medicamentos populares que podem prejudicar o fígadoConforme uma pesquisa realizada pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF), em parceria com o Instituto Datafolha, 77% dos brasileiros têm o hábito de se automedicar, 47% consomem medicamentos sem prescrição médica ao menos uma vez por mês e 25% tomam algum remédio diariamente ou uma vez por semana.

Essa prática oferece riscos para a saúde em geral e, principalmente para o fígado, órgão com a função de ser o “verdadeiro laboratório bioquímico do corpo”, conforme explica a hepatologista Patrícia Almeida, do Grupo de Transplante do Hospital Israelita Albert Einsten, em São Paulo.

De acordo com a especialista em transplante hepático, o fígado recebe tudo o que é ingerido — alimentos, bebidas e medicamentos — e realiza um trabalho refinado de transformação e neutralização dessas substâncias. “Durante esse processo, o órgão converte compostos potencialmente tóxicos em formas mais seguras para excreção”, esclarece.

Doutora pela Universidade de São Paulo (USP), a gastroenterologista salienta que essa função protetora tem um custo: “Quando há sobrecarga ou exposição repetida a substâncias nocivas, as células hepáticas podem sofrer danos significativos”.
Medicamentos perigosos para o fígado

A seguir, a médica lista três medicamentos populares no Brasil que são consumidos sem prescrição médica e com potencial de prejudicar a saúde do fígado:


Patrícia destaca que o medicamento, amplamente utilizado para febre e dor, é seguro nas “doses corretas”, mas o excesso tende a causar uma das formas mais graves de hepatite medicamentosa.

Frequentemente consumido modo despreocupado como diurético “natural”, o chá de cavalinha apresenta poder “hepatotóxico real”. A gastroenterologista enfatiza a respeito do uso contínuo desencadear inflamação e lesão no fígado, especialmente em indivíduos que já utilizam outros medicamentos.

“O fato de ser uma planta não a torna isenta de risco — pelo contrário, os compostos ativos podem ser tóxicos para o fígado quando usados sem controle”, defende.

Presente em diversos suplementos para emagrecimento, o extrato seco de chá verde tem associação a casos de hepatite aguda e até insuficiência do fígado, inclusive em pessoas sem histórico de doença hepática. “Em doses elevadas ou uso prolongado, o risco de toxicidade aumenta de forma importante”, avalia.

A especialista argumenta: “O fígado não diferencia o que é natural do que é sintético. Tudo o que passa por ele precisa ser metabolizado, e isso tende a gerar sobrecarga e dano hepático.”

Patrícia pontua que as fórmulas contidas nos medicamentos citados exigem que o fígado trabalhe “intensamente para metabolizá-las”. “Durante esse processo, algumas substâncias liberam subprodutos tóxicos que agridem as células hepáticas”, detalha. Ela prossegue ao dizer que esse resultado tende a provocar inflamação, aumento das enzimas hepáticas no sangue e, com o uso contínuo, até fibrose e falência do órgão.

“É uma sobrecarga silenciosa, que vai se acumulando ao longo do tempo”, endossa a doutora pela USP.
Prescrição médica

Segundo a hepatologista, o uso de medicamentos sem orientação médica é um hábito “culturalmente enraizado, mas extremamente perigoso”. “Cada organismo apresenta uma capacidade diferente de metabolizar substâncias químicas — e o que parece ‘inofensivo’ tende a desencadear uma cascata de reações indesejadas”, reforça.

“Além dos riscos de efeitos colaterais e interações entre fármacos, há o perigo silencioso da sobrecarga de órgãos vitais, como o fígado e os rins. Em alguns casos, o uso incorreto [de medicamentos sem prescrição] pode causar intoxicações graves, mascarar doenças importantes e atrasar o diagnóstico adequado”, reitera a especialista.

Ao finalizar, Patrícia frisa que o uso prolongado e sem supervisão médica tende a ocasionar hepatite medicamentosa crônica, esteato-hepatite induzida por fitoterápicos, fibrose e cirrose hepática. “Em casos mais graves, pode haver necessidade de transplante de fígado. É importante reforçar que o órgão não dói, mas sim sofre em silêncio.”

A hepatologista declara: “Prevenir é sempre o melhor caminho“. Ela aconselha a usar medicamentos apenas com indicação de médicos confiáveis e realizar acompanhamento periódico com exames laboratoriais e, quando necessário, exames de imagem, a exemplo do FibroScan, que mede a rigidez do fígado para averiguar o grau de fibrose e de esteatose, ou seja, gordura.

Fonte: Metrópoles 

O sonho sob o Pé de Juá

Por Sandro Oliveira 

Este texto é uma história extensa, mas possui um significado especial para mim, e por isso gostaria de dividir. Pois tem um valor emocional profundo. Também quero expressar minha gratidão pela memória de um amigo, que se dedicava com carinho a me contar causos que eu adorava imaginar. Suas narrativas eram como janelas para mundos que eu criava na minha mente, e guardo com afeição essas lembranças. Apesar de os eventos desta história serem fictícios, os personagens existem. Me acompanhe nessa viagem pelos caminhos da memória, da imaginação e do significado especial que essas coisas têm para mim. Estou aqui com você, pronto para explorar os caminhos que essa narrativa pode abrir. Boa leitura!

O sonho sob o Pé de Juá

Badunga vivia na comunidade de Bonjuá. O nome desse local originou-se da abundância de árvores de Juazeiro que cresciam na área.

Sob um dos pés de juá havia uma grande rocha que reluzia como cristal. Esse brilho se devia ao fato de que uma cabra costumava se refugiar ali nos dias quentes e, ao cair da noite, escolhia aquela pedra para descansar. Provavelmente, ela preferia esse lugar porque a superfície era bem fresca e proporcionava uma sensação de alívio.

Badunga e outros moradores da vila também seguiam essa prática de descansar sob o pé de juá. Esse local lhe proporcionava um grande conforto, pois a árvore ficava bem em frente à sua casa. Todos os dias, após o almoço, ele se retirava para tirar um cochilo à tarde, enquanto uma cabra repousava sobre uma pedra nas proximidades. A cabra não demonstrava qualquer preocupação com sua presença; ele observava o horizonte, costumava expressar seus pensamentos em voz alta e falava consigo mesmo, enquanto a cabra permanecia ali, tranquilamente mastigando a grama e as folhas verdes.

Em uma das sestas, ele teve um sonho onde um homem idoso, com cabelos e barba brancos, o solicitava a ir até a cabeceira da ponte do Rio de Zé Ribeiro. Essa ponte era localizada a uma boa distância de sua casa, exigindo dias de viagem. Ao despertar, ele compartilhou o sonho com sua esposa. Embora achasse aquilo peculiar, decidiu não dar muita importância e seguiu com a rotina diária.

E assim era sua rotina, o trabalho árduo diário e a sagrada soneca sob o pé de juá. Certa noite, ao se deitar com a esposa, ele compartilhou que havia sonhado novamente com o mesmo sonho. Isso aconteceu várias vezes. Um dia, a esposa sugeriu:

“Badunga, por que você não vai até a cabeceira da ponte do rio para ver se assim você se livra dessa fixação?" Ele respondeu que não iria, pois não acreditava em sonhos e considerava essas coisas sem valor. Sua esposa, então, sentou-se na cama e começou a narrar uma história:

Certa vez, havia um homem chamado José. Ele era uma pessoa de bom coração, mas ao descobrir que sua companheira estava grávida, sentiu-se angustiado, pois ainda não era seu marido. José não conseguia compreender a situação e se preocupava, especialmente porque ela era virgem. José comentou com sua esposa: Se fosse alguém diferente, eu entenderia, mas você, Maria... Como isso pôde ocorrer? Eu acreditava ter encontrado alguém tão inocente... Por que você me fez isso? Por que? Por que? Por que, meu Deus? Por que isso está acontecendo comigo, Senhor? Durante a noite, José se deita e adormece, e então tem um sonho. Um anjo lhe diz:

 – “José, descendente de Davi, não tenha medo de tomar Maria como sua esposa, pois o que ela está carregando é do Espírito Santo. Ela dará à luz a um filho, e você o chamará de Jesus, pois ele salvará seu povo de seus pecados”. 

Ao acordar, José, confuso, reflete: – Uau, o que ocorreu? Eu dormi e tive um sonho em que o anjo do Senhor veio até mim e revelou toda a verdade! Preciso conversar com Maria, fui tão duro com ela, tenho que pedir desculpas. 

Maria, sou apenas um homem simples, um carpinteiro e nada mais. Mas meu Deus olhou por mim e me escolheu para ser o pai do filho de Maria! Aqui estou, Senhor. Após nove meses, nasceu Jesus, o Redentor, nosso Salvador.

Essa narrativa tocou Badunga profundamente, mas ele também sentiu um certo ceticismo. Mesmo assim, decidiu, então, confiar em seu sonho e determinou que ao raiar do dia partiria em um jumento rumo à ponte do rio de Zé Ribeiro. E foi exatamente isso que fez. Preparou sua bolsa, colocou a sela no animal e sua esposa organizou um almoço para ele levar. Ele ainda levou um pouco de dinheiro para comprar comida durante o percurso.

E assim ele seguiu, ao meio-dia, estacionou sob uma árvore para saborear sua refeição. Após o almoço, seguiu com seu hábito de tirar uma breve sesta, pois não poderia se atrasar em sua jornada. Ao anoitecer, encontrou abrigo em uma casa que recebia viajantes. Jantou e, em seguida, se acomodou na varanda, onde começou a fumar um “bode”, um tipo de cigarro de palha que exala um odor forte e desagradável. Logo depois, foi dormir.

Ao raiar do dia, ele saiu para o quintal, onde pegou água que estava sobre o tampão da cisterna e lavou o rosto. Em seguida, dirigiu-se à cozinha e compartilhou o café da manhã com alguns hóspedes. Após terminar a refeição, encheu sua moringa com água e perguntou à proprietária da casa qual era o valor da hospedagem. Para sua surpresa, a mulher respondeu que não haveria custo algum. Ele agradeceu pela estadia e continuou sua jornada.

Pelo trajeto, ele cruzava com rebanhos de gado, grupos de ciganos e diversas pessoas...

Entre as pessoas que encontrou, havia um homem chamado seu Benzinho. Ele estava levando o gado até o rio para que bebesse água. Durante a conversa, acabaram trocando muitas ideias, e seu Benzinho convidou-o para almoçar em sua residência. Inicialmente, Badunga hesitou, alegando que não queria causar incômodo, mas após a insistência, decidiu aceitar o convite. Depois do almoço, ele se levantou da mesa, fez suas despedidas, agradeceu pela refeição e saiu. 

No trajeto, parou em uma pequena venda à beira da estrada, onde adquiriu um pão com mortadela e um copo de refrigerante cajuí, e então continuou sua jornada. 

Por volta das seis da tarde, ele fez uma pausa em uma pequena capela que estava com as portas abertas. No interior, algumas senhoras idosas estavam oferecendo suas orações ao terço de Nossa Senhora. Ele retirou o chapéu, se pôs de joelhos e, em seguida, sentou-se por um momento, refletindo sobre sua jornada.

Sentia que estava cometendo um grande erro em sua vida, confiando em um sonho que não fazia sentido. Fixou o olhar em uma imagem de Jesus Cristo levando a Cruz, com Nossa Senhora ao seu lado, e também viu uma imagem de Nossa Senhora Aparecida.

Ele fixou o olhar na imagem de Nossa Senhora, fechou os olhos e, embrenhado na melodia das vozes femininas entoando canções dedicadas a Mãe de Jesus, acabou adormecendo. Subitamente, sentiu alguém tocar seu ombro, levando-o a se surpreender; era o missionário responsável pela capela, que o chamava porque já era hora de encerrar as atividades do local.

O missionário indagou sobre seus planos para a noite, ao que ele respondeu que ainda não tinha uma decisão. O missionário então o convidou a passar a noite na residência próxima à capela, e ele aceitou o convite.

Antes de se deitar, o missionário preparou café e pão para eles e indagou sobre o destino de sua viagem. Então, ele compartilhou toda a sua trajetória, e em seguida foram adormecer.

No início da manhã, Badunga despertou, mas preferiu não sair sem antes se despedir do missionário, aguardando que ele acordasse. Ao se levantar, o missionário realizou suas orações matinais e depois se aproximou de Badunga, convidando-o para o café da manhã.

Enquanto tomava seu café, Badunga expressou sua indignação em relação às crueldades e à ausência de amor que os humanos demonstram uns pelos outros. O missionário respondeu que tal comportamento não era uma característica da maioria, ressaltando que, felizmente, existem muitas pessoas bondosas no mundo.

Badunga comentou: é um fato, você é uma dessas pessoas. Na verdade, tenho conhecido muitas pessoas generosas durante minha jornada, não tenho do que reclamar; sou cercado por pessoas incríveis na minha vida...

Era nove horas da manhã, e Badunga já havia atrasado consideravelmente sua jornada, mas não se incomodava, pois até aquele momento tinha escutado e aprendido muitas novidades. Ao chegar por volta do meio-dia, ele avistou, enquanto cruzava uma ponte sobre um pequeno riacho, um homem que se encontrava em um carro com um pneu furado. Ao passar com seu jumento, perguntou se o homem precisava de auxílio, e ele respondeu de imediato que sim.

Ele questionou Badunga se poderia ir até uma borracharia que estava a aproximadamente dois quilômetros de distância. Badunga confirmou que sim, que faria esse favor. Pegou o pneu furado, montou em seu animal e seguiu para a borracharia.

Ao chegar, encontrou o local fechado; o proprietário havia ido almoçar em casa e, conforme relataram, só regressaria por volta das quatro horas da tarde, quando o sol estivesse mais ameno. Badunga ficou apreensivo, pois isso poderia atrasar consideravelmente sua viagem.

Dois garotos com apelidos curiosos, "Fininho" e "Pistolinha", estavam se divertindo em frente à borracharia, jogando bolinhas de gude com habilidade e risadas. Em dado momento, um deles comentou casualmente que poderia ir até a casa do homem chamá-lo – Badunga concordou. 

Passaram-se cerca de vinte minutos, e o borracheiro apareceu com sua roupa de trabalho manchada de graxa, ferramentas à mão. O nome do borracheiro era Arnaldo. Com eficiência, ele se pôs a fazer o conserto necessário. Fininho e Pistolinha continuaram por perto, observando o trabalho do borracheiro com uma mistura de curiosidade e diversão, ainda comentando coisas entre si sobre o jogo de bolinhas de gude que tinham interrompido. O ar tinha um cheiro misturado de borracha e óleo, típico do lugar.

Ao retornar, Badunga auxiliou o homem a instalar o pneu e iniciou uma conversa. Embora isso o tivesse atrasado consideravelmente na viagem, Badunga não se importava em bater papo. Foi logo emendando duas perguntas: 

– Qual é o seu nome? E qual é a sua ocupação?  
Epifânio, conhecido como Sergipe” – respondeu o homem. Eu trabalho como representante de vendas.
O que é o trabalho de um representante de vendas? Questionou Badunga.
– Qual é mesmo o seu nome? – Sou conhecido como Badunga!

Preste atenção, Seu Badunga. Um representante de vendas é o funcionário responsável por comercializar os produtos de um comércio, ou por conta própria, em regiões que não fazem parte da área de atuação desse comércio. Percorremos lugares variados e distantes pelo país, como o que estou visitando agora. Em certas ocasiões, somos a única alternativa que as pessoas possuem para adquirir algo novo ou interessante.

- Ah! Agora compreendi, o senhor é “o homem da prestação”, é assim que nos referimos por aqui.

Badunga solicitou que ele compartilhasse algumas histórias fascinantes de sua experiência como um homem viajante. Sergipe relatou diversas situações, mas uma em particular prendeu a atenção de Badunga: era a história de quando Sergipe ainda não atuava como caixeiro viajante, mas sim trabalhava em uma mercearia.

Sergipe relatou que, enquanto trabalhava naquela mercearia, se enamorou de uma jovem, embora ela nunca tenha percebido seus sentimentos. Ele comentava que, diariamente, passava em frente à mercearia uma bela moça, com longos cabelos lisos, um corpo esguio e um rosto tão encantador que parecia ter saído de um conto de fadas. Na primeira vez que a viu, ficou completamente paralisado, sem conseguir desviar o olhar daquela mulher fascinante. Ela lhe recordou uma menina que havia conhecido no passado, e ele não pôde deixar de notar a semelhança entre as duas.

Contudo, ele não tinha como se aproximar daquela jovem e confessar seus sentimentos por ela, pois estava noivo e comprometido com outra mulher. Isso o atormentava imensamente, a impossibilidade de revelar seu amor. Diariamente, ele a observava enquanto ela caminhava, e só afastava o olhar quando ela desaparecia após a esquina.

Ele pensava que ela estava ciente disso, mas desejava que ele agisse, sem perceber que ele não conseguia. Anos mais tarde, ele deixou o comércio, mas até hoje recorda com carinho e saudade da bela jovem. Atualmente, é um homem casado com uma esposa atraente e tem quatro filhos adoráveis.

Ao concluir a narrativa, ele comentou que era o momento de se retirar e indagou quanto deveria pagar.

– Evidentemente, você não deve nada, foi um ato de gentileza que eu lhe fiz com gratidão – respondeu Badunga.

– Que Deus lhe retribua e tenha uma boa viagem, comentou Sergipe.

Badunga continuou sua jornada em busca de um sonho. Ele pegou sua mochila, retirou algumas codornas grelhadas que o missionário lhe havia oferecido e começou a se alimentar. Estava próximo de alcançar seu objetivo, restando apenas alguns dias de viagem.

Após vários dias na estrada, avistou a ponte, e em breve estaria ali. Ao chegar, desceu do jumento e começou a caminhar. Olhou para os lados, mas não encontrou nada, e refletiu: estou desperdiçando meu tempo, não há nada aqui.

Enquanto caminhava, ao se aproximar do fim da ponte, surgiu um idoso de cabelo e barba alvos, usando um gorro e vestindo roupas desgastadas. Ele conduzia um burrinho que puxava uma carroça. O homem então indagou: o que você está fazendo nesse lugar?

Badunga iniciou sua narrativa dizendo... que teve um sonho, onde alguém o orientava a ir até a ponte do Rio de Zé Ribeiro. O que estivesse na extremidade da ponte seria meu, mas até o momento não descobri nada, nem mesmo água sob a ponte.

O ancião então comentou: eu também tenho sonhos todas as noites, e nesses sonhos, alguém me solicita que vá a um lugar específico onde encontrarei uma árvore, um pé de juá. Sob essa árvore, há uma pedra que sempre abriga uma cabra que dorme ali. Dizem que eu preciso cavar embaixo dessa pedra, pois o que eu descobrir será todo meu. No entanto, eu não irei, meu filho, minha idade já não me permite mais seguir atrás de um sonho. Parece que o senhor confia e está disposto a buscar o que deseja. Uma vez que chegou até aqui, siga em frente na sua busca, não abandone seu sonho. Eu ficarei aqui esperando.

Badunga comentou: isso é uma farsa, fui tolo ao vir aqui.

Ele contemplava a vasta área de solo árido e, ao voltar-se na direção do velho, percebeu que ele havia desaparecido. Sentiu que estava perdendo a sanidade sob o calor intenso, e suas vistas começaram a escurecer. Assim, decidiu se sentar e permaneceu ali por mais de duas horas.

Ao recuperar a consciência, ele começou a recordar o que o idoso havia lhe falado e rememorou o sonho que o homem compartilhou. Assim, foi montando as peças do enigma.
O pé de juazeiro, a cabra repousando sobre a rocha, o segredo escondido sob a pedra...

É possível que eu esteja apenas sonhando? Minha mente ficou confusa por causa da viagem? Não pode ser! Como é que aquele homem tinha conhecimento sobre o pé de juá? E a cabra? Não! Não vou me deixar levar por essa narrativa sem lógica e sentido.

Ele montou no jumento e iniciou sua jornada de retorno. Optou por um trajeto diferente para voltar para casa. Ao longo do caminho, cruzou com um amigo que também seguia naquela direção, e começaram a conversar, mas uma ideia persistente não deixava sua mente.

Não era possível, como aquele homem tinha conhecimento sobre o pé de juá? Sobre a cabra? Sobre a pedra? Não! Não vou me deixar enganar novamente.

Ao parar para descansar, sentou-se e de repente, uma compreensão o atingiu: talvez o segredo não estivesse na ponte, mas no próprio lugar de onde ele veio – Bonjuá, sob o pé de juá, onde a cabra descansava. Levantou-se com uma nova determinação e montou no jumento, iniciando a jornada de retorno para casa.

Ao chegar em Bonjuá, Badunga foi direto para o pé de juá. Olhou para a pedra reluzente onde a cabra costumava repousar e, com uma sensação mista de curiosidade e fé, começou a cavar embaixo da rocha. A terra cedeu com facilidade, e logo ele encontrou um pequeno baú antigo, fechado com uma tranca simples.

Abriu o baú e encontrou dentro dele um pergaminho enrolado, com palavras escritas à mão: "A verdadeira riqueza está nos sonhos que seguimos com fé. O que é seu, sempre esteve perto de você."

Badunga sentiu uma paz profunda. Compreendeu que a jornada não foi sobre encontrar algo material, mas sobre entender a conexão entre os sonhos, a fé e o lugar onde ele sempre encontrou conforto – sob o pé de juá, em Bonjuá. Ele voltou para casa, compartilhando a experiência com sua esposa, e ambos refletiram sobre como os caminhos da vida podem nos levar a descobrir o que já estava próximo, mas que precisava ser buscado com coração aberto.

E assim, Badunga continuou a descansar sob o pé de juá, mas agora com um novo sentido de propósito, sabendo que alguns segredos são desvendados quando seguimos os sonhos com uma mistura de fé e descoberta interior.

Sandro Oliveira

segunda-feira, 10 de novembro de 2025

Parece café, mas é ‘cafake’: confira 6 marcas de café ou ‘bebida sabor café’, proibidas pela Anvisa

O brasileiro toma, em média, 1.430 xícaras de café por ano, segundo a Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café). Mas a lista de marcas seguras está diminuindo. 

No início do mês, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a comercialização do Vibe Coffee. Produzido no Espírito Santo, o órgão apontou irregularidades como falta de licença sanitária e falhas graves de fabricação.

Em 2025, a Anvisa já proibiu seis marcas de café ou “bebida sabor café”, são elas: 

– Melissa (“pó para preparo de bebida sabor café”) – junho/2025;
– Pingo Preto (“pó para preparo de bebida sabor café”) – junho/2025;
– Oficial do Brasil (“bebida sabor café”) – junho/2025;
– Café Câmara – setembro/2025;
– Fellow Criativo, da Cafellow (“pó para preparo de café”) – outubro/2025.

Diante de tantos casos de irregularidades, começou a viralizar nas redes sociais o termo “cafake”, produto que tem cor, cheiro, gosto e até embalagem parecida com a do café, mas é outra coisa.

“Cafake”: quando a bebida tem de tudo na mistura, menos café

O termo “cafake” viralizou nas redes para definir produtos com cheiro, cor e gosto de café, mas que estão longe de ser puros.

Com o aumento de 39,6% no preço do café em 2024, muitos consumidores buscaram opções mais baratas, abrindo espaço para as falsificações.

Segundo a Abic, esses “cafakes” são misturas com impurezas como cascas, mucilagem (camada viscosa do grão), pau, pedra, palha. Sem registro na Anvisa para ser comercializado. 

Em alguns dos casos autuados pela agência foram constatados a presença de “lixo de lavoura”, fragmentos de vidro, presença da toxina ocratoxina A (OTA), falsificação do selo de pureza da Abic e até extrato de cogumelo com propriedades duvidosas. 

E o problema não se restringe aos cafés comuns: até os gourmet estão sendo alvo da Anvisa. O Vibe Coffee, por exemplo, vendia pacotes de 100 a 250g por até 170 reais. 

Em nota divulgada nas redes sociais, a marca nega as acusações. Segundo o comunicado, a inspeção foi solicitada pela própria empresa e que está em processo de regularização. O site, porém, segue fora do ar.

Fonte: G1

domingo, 9 de novembro de 2025

Enem 2025: MEC divulga tema da redação

A prova de redação no primeiro dia do Enem 2025 (Exame Nacional do Ensino Médio) teve como tema "Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira", revelou o ministro Camilo Santana em suas redes sociais.

Para a professora do cursinho Objetivo Paula Nogueira, a banca espera que os candidatos falem sobre o conceito de envelhecimento. A redação "tem que incluir proteção, garantias constitucionais de saúde, de trabalho. Tem que ser inclusiva e democrática".

Ela acredita que muitos estudantes vão falar sobre o preconceito chamado etarismo, da necessidade da Previdência Social se adaptar ao aumento de idosos no Brasil e no mundo. "É uma perspectiva que precisa se adequar ao momento que a gente vive, precisa da atenção do Poder Público e da sociedade cobrando o envelhecimento de forma justa e saudável".

Fonte: CNN Brasil

sábado, 8 de novembro de 2025

Bahia reage após levar dois gols e empata com o Inter no Beira-Rio

O Bahia voltou a pontuar jogando fora de casa. Após sair perdendo por dois gols no Beira-Rio, a equipe tricolor se lançou ao ataque e conseguiu o empate por 2 a 2. O duelo foi válido pela 33ª rodada da Série A.

Com a derrota fora de casa, o Esquadrão fica com 53 pontos e precisará “secar” Botafogo e Fluminense na rodada para não sair do G-5. A equipe botafoguense tem 51 pontos, enquanto o time tricolor tem 50.

Depois dessa rodada, o Brasileirão pausa com a Data Fifa e terá seus próximos jogos apenas no meio da semana seguinte. O Bahia enfrentará o Fortaleza no dia 20, na Arena Fonte Nova.

sexta-feira, 7 de novembro de 2025

Líderes posam para foto de família na Cúpula pré-COP30 em Belém

Autoridades de todo o mundo se reuniram na manhã desta sexta-feira (7) para a tradicional "foto de família" da Cúpula de Líderes da COP30, que está sendo realizada em Belém (PA). O registro mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao centro, cercado por chefes de Estado e representantes de países convidados para o encontro

A imagem foi feita no início do segundo dia de cúpula, evento que antecede a Conferência do Clima da ONU, marcada para ocorrer entre 10 e 21 de novembro.

quarta-feira, 5 de novembro de 2025

Coração de Maria: Somente 3,5% das pessoas em união conjugal são casadas no religioso

Os brasileiros estão deixando de lado o casamento religioso e preferindo o registro civil ou apenas a união consensual – que hoje, pela primeira vez, é modalidade mais frequente no País. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 5, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), como parte da pesquisa Nupcialidade e Família, com números do Censo 2022. Em Coração de Maria: 47,9% das pessoas em união conjugal vivem em união estável
Dados do munícipio de Coração de Maria, segundo IBGE

2010
Civil: 14,0%
Religioso: 2,9%
Consensual: 47,2%

2022
Civil e religioso: 31,2%
Civil: 17,7%
Religioso: 3,5%
Consensual: 47,6%

No Brasil

De acordo com os novos números, em 2022, 51,3% da população com 10 anos ou mais do país viviam em união conjugal; uma porcentagem praticamente igual à registrada em 2010 (50,1%). Entretanto, nas últimas duas décadas, houve uma alteração significativa na escolha do arranjo conjugal.

Entre 2000 e 2022, a porcentagem de brasileiros casados no religioso e no civil recuou quase dez pontos porcentuais, passando de 49,4% para 37,9%. A proporção de casamentos somente no civil cresceu de 17,5% para 20,5% no mesmo período. Já a porcentagem de pessoas vivendo em união consensual subiu de 28,6% para 38,9%, tornando-se a forma de união mais frequente no Brasil.

A união consensual é mais frequente na população até os 39, mostrando que se trata de uma escolha, sobretudo, dos mais jovens, segundo os pesquisadores. Por outro lado, o casamento no religioso e no civil é mais frequente entre aqueles com mais de 40 anos.

O casamento no religioso e no civil também é a opção mais frequente entre as faixas de rendimento domiciliar acima de um salário mínimo, enquanto a união consensual é a primeira escolha entre os mais pobres.

Fonte: IBGE

terça-feira, 4 de novembro de 2025

Maria e José são os nomes mais comuns no país, segundo IBGE

Segundo um levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os nomes mais populares do Brasil são José (masculino) e Maria (feminino). Pela primeira vez, o instituto também divulgou os sobrenomes mais populares no país: Silva e Souza.

A pesquisa, divulgada nesta terça-feira (4/11), mostra que existem mais de 12 milhões de “Marias” e cerca de 5 milhões de “Josés ” no Brasil.

Confira o ranking de nomes mais comuns:
  1. Maria – 12,2 milhões;
  2. José – 5,1 milhões;
  3. Ana – 3,9 milhões;
  4. Joao – 3,4 milhões;
  5. Antonio – 2,2 milhões;
  6. Francisco – 1,6 milhões;
  7. Pedro – 1,6 milhões;
  8. Carlos – 1,4 milhões;
  9. Lucas – 1,3 milhões;
  10. Luiz – 1,3 milhões.
Conheça os sobrenomes mais comuns no Brasil:
  1. Silva – 34 milhões;
  2. Santos – 21,3 milhões;
  3. Oliveira – 11,7  milhões;
  4. Souza – 9,1 milhões;
  5. Pereira – 6,2 milhões;
  6. Ferreira – 6 milhões;
  7. Lima – 6 milhões;
  8. Alves – 5,7 milhões;
  9. Rodrigues – 5,4 milhões;
  10. Costa – 4.8 milhões.
Para o gerente de Inovação e Desenvolvimento no IBGE e responsável pelo projeto, Rodrigo Almeida Rego, a versão anterior do Nomes no Brasil, lançada em 2016 com dados do Censo 2010, foi um sucesso absoluto e inesperado de público. “Agora que temos a real dimensão do grande interesse da sociedade por dados sobre nomes, quisemos não só atualizar o site com dados do censo mais recente, como acrescentar mais dimensões para se explorar”, disse.

Segundo o IBGE, o levantamento evidencia as tendências de nomes que entram e saem de moda ao longo do tempo, bem como aqueles que aparecem de maneira mais constante.

Cruzando os gráficos de incidência, é possível ver o declínio do uso de alguns nomes ao longo das décadas, que se refletem também nas idades medianas, a exemplo de Osvaldo e Terezinha (62 e 66 anos), assim como a ascensão dos nomes “mais recentes” que possuem idades medianas bem mais baixa, como Gael e Helena (1 e 8 anos, respectivamente).

Dá para consultar ainda quão popular é cada nome e sobrenome, além de origem e cidade em que ele é mais comum.

Fonte: IBGE

Luciano Juba, do Bahia, é convocado para a Seleção Brasileira

Durante convocação realizada na tarde desta segunda-feira (3), na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o lateral-esquerdo Luciano Juba, do Tricolor, teve seu nome chamado pelo técnico da Amarelinha, Carlo Ancelotti. O camisa 46 do Bahia deve se apresentar à delegação brasileira após a partida frente ao Internacional, no dia 8 de novembro, válida pelo Brasileirão.

Vaticano esclarece títulos marianos em nova nota doutrinal

Mater populi fidelis” é o título da Nota publicada esta terça-feira, 4 de novembro, pelo Dicastério para a Doutrina da Fé.

O documento foi aprovado pelo Papa Leão XIV em 7 de outubro passado e é assinado pelo Prefeito, cardeal Víctor Manuel Fernández, e pelo secretário da seção doutrinária, monsenhor Armando Matteo.

O texto é fruto de um longo e articulado trabalho colegiado. Trata-se de um documento doutrinal sobre a devoção mariana, com foco na figura de Maria, associada à obra de Cristo como Mãe dos fiéis. A Nota fornece um importante fundamento bíblico para a devoção a Maria, além de reunir diversas contribuições dos Padres, dos Doutores da Igreja, dos elementos da tradição oriental e do pensamento dos últimos Pontífices.

Dentro desse contexto, o texto doutrinal analisa diversos títulos marianos, valorizando alguns deles e alertando para o uso de outros. Títulos como Mãe dos fiéis, Mãe espiritual e Mãe do povo fiel são particularmente apreciados pela Nota. O título de Corredentora, por sua vez, é considerado impróprio e inadequado. O título de Mediadora é considerado inaceitável quando assume um significado que é exclusivo de Jesus Cristo, mas é considerado precioso quando expressa uma mediação inclusiva e participativa que glorifica o poder de Cristo.

Os títulos de Mãe da graça e Mediadora de todas as graças são considerados aceitáveis ​​em alguns sentidos muito específicos, mas uma explicação particularmente ampla é oferecida em relação aos significados que podem apresentar riscos.

Essencialmente, a Nota reafirma a doutrina católica, que sempre enfatizou como tudo em Maria é direcionado para a centralidade de Cristo e sua ação salvífica. Portanto, embora alguns títulos marianos possam ser explicados por meio de uma exegese correta, considera-se preferível evitá-los.

Fonte: Vatican News

segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Prefeitura de Coração de Maria entrega reforma da capela do cemitério

Após uma reforma completa, foi reinaugurada neste domingo, 02 de novembro, pelo Prefeito de Coração de Maria, Kley Lima, a Capela da Saudade (Capela do cemitério da sede). Houve celebração da Missa de Finados presidida pelo Padre Luciano, às 10h, e logo em seguida a Benção de Reinauguração. 

Em seu discurso, o Prefeito Kley Lima agradeceu a todos pela presença, e destacou a importância do espaço para a comunidade, principalmente em momentos difíceis como nas despedidas de entes queridos.

domingo, 2 de novembro de 2025

Bahia vence RB Bragantino nos acréscimos pelo Brasileirão

Bahia e RB Bragantino se enfrentaram na Casa de Apostas Arena Fonte Nova na tarde deste domingo (2), em jogo válido pela 31ª rodada da Série A. Com a presença de mais de 43 mil torcedores, o Esquadrão demonstrou ímpeto até o fim e virou a partida nos acréscimos. No primeiro tempo, Matheus Fernandes abriu o placar para os visitantes, mas na segunda etapa, Willian José marcou dois gols e definiu o triunfo tricolor.

Mesmo com o resultado positivo, o Bahia segue na quinta posição, mas agora com 52 pontos. A sete rodadas do fim do campeonato, o Tricolor está a quatro pontos do Mirassol, último time do G-4, que soma 56.

Reflexões de um Dia de Finados

Por Sandro Oliveira

Aqui vai um texto um pouco longo, mas se você curte uma boa leitura, espero que goste. No Dia de Finados, é comum reencontrar pessoas que não víamos há muito tempo — não são os que partiram, mas os que ainda estão vivos. Essas pessoas que voltam para acender uma vela no túmulo de um ente querido eram anteriormente afastadas. Isso leva à reflexão de que, apesar da dor, a morte consegue unir as famílias. 

Os funerais são ocasiões em que muitas famílias se reúnem. Cada um busca melhorar sua vida e acaba se mudando para lugares diferentes, às vezes bem distantes. Anos podem passar sem a troca de visitas, chamadas telefônicas ou qualquer sinal de contato. Novas amizades surgem e, gradualmente, os antigos laços vão se desfazendo. Porém, quando um membro da família falecem, tudo muda. Surge a urgência de notificar parentes distantes. 

Aqueles que estavam ausentes e não deram notícias por muito tempo, ao saber da perda, frequentemente respondem: “Esperem por mim, não enterrem até que eu chegue”. É interessante notar esse comportamento, que demonstra como a morte pode trazer de volta pessoas que a rotina não conseguiu manter unidas. É curioso observar o ser humano nessa situação. Passam-se anos sem preocupação com a família, mas quando ocorre a morte de um familiar, tudo é interrompido para comparecer ao sepultamento. Até aqui, essa atitude pode ser vista como compreensível diante da perda. Mas os outros presentes, os "convidados do enterro", se veem obrigados a esperar pela chegada desse parente que vem de longe para se despedir do pai, da mãe ou do irmão no caixão. 

Além disso, ele ainda solicita que a cerimônia aguarde sua chegada. Esse cenário sugere que a morte tem a capacidade de reunir pessoas que a vida cotidiana não conseguiu manter próximas. Existe um contraste notável entre anos de afastamento e a súbita presença provocada pelo luto. Isso revela as complexidades em como lidamos com nossas famílias e com a perda de pessoas queridas. 

Finalmente, após um longo atraso de quase três horas após o horário combinado para o funeral, o indivíduo finalmente chega ao velório. Ele aparece sério, usando óculos escuros, e cumprimenta os presentes com um simples aceno. A sua expressão carrega o peso da perda e, momento a momento, ele se dirige ao falecido. Ao lado do corpo, permanece em silêncio por alguns instantes, suspira e então se junta a parentes e amigos, recebendo as tradicionais condolências. A sua atuação mescla dor e formalidade. A sua chegada atrasada contrasta com a espera dos outros, chamando atenção. Nele, se observa um ritual de luto sendo seguido, com momentos de silêncio ao lado do corpo e as palavras de consolo recebidas.

Enquanto isso, do lado de fora, vizinhos e amigos fazem a típica conversa de velório, repetindo as mesmas frases de sempre. Algumas expressões comuns incluem: “Parece que está dormindo”; “Nossa, tão jovem!”; “Era uma pessoa tão boa, sempre cuidava da família e muito envolvida com a Igreja...” Essas conversas funcionam quase como um ritual, onde as pessoas buscam lembrar as qualidades do falecido e demonstrar sua saudade, tentando capturar a essência da pessoa que se foi.

Caro leitor, você pode estar rindo enquanto ler isso e concordando, mas é exatamente assim que ocorre. Depois, vemos aquele mesmo indivíduo, que veio de longe, sair do velório sorrindo e alegre, com os óculos escuros — se for mulher, coloca os óculos na altura da cabeça, entre os cabelos; se for homem, já sai conversando sobre esportes, carros, contando piadas... E todos riem como se nada tivesse acontecido. O falecido foi quase esquecido e não era lembrado em vida. Agora, a tendência é que seja ainda mais rapidamente esquecido; caso haja herança, talvez seja lembrado por alguns dias a mais. 

A ironia está no contraste entre a seriedade mostrada no velório e a repentina mudança de humor que ocorre depois. Concluo esse longo texto fazendo um convite à reflexão sobre seus relacionamentos familiares: Como estão suas relações com a família? Você tem dedicado tempo de qualidade a eles? Preocupa-se genuinamente com o bem-estar dos seus familiares? Quais ações concretas você tem tomado para fortalecer esses laços e viver melhor com sua família? Somente se lembra deles em momentos de perda, como na morte de alguém? Tomo um momento para que você pense sobre essas questões.

Sandro Oliveira
Movimento do Cursilhos

sábado, 1 de novembro de 2025

Cruzeiro derrotou o Vitória por 3 a 1

O Cruzeiro derrotou o Vitória por 3 a 1, neste sábado (1º), no Mineirão, pela 31ª rodada do Brasileirão.
Com dois gols de Kaio Jorge e outro de Arroyo, o Cabuloso mostrou que está vivíssimo na briga pelo título contra Flamengo e Palmeiras. Willian Oliveira descontou para o Leão, que segue na luta contra o rebaixamento.

O resultado manteve o time mineiro na 3ª colocação com 60 pontos, a dois do Alviverde, líder, e um a menos que o rubro-negro carioca. A Raposa, no entanto, tem dois jogos a mais que os adversários. Já a equipe baiana aparece em 17º lugar com 31, dois a menos que o Santos, primeiro fora do Z-4.

Intercessão dos Santos: agradecimento, não comércio

Por Sandro Oliveira 

É comum entre nós, católicos, fazer promessas aos santos buscando alguma graça. Mas, às vezes, essas promessas são feitas no desespero e acabam virando uma espécie de troca com Deus. Vale a pena pensar sobre isso.

A Igreja acredita na intercessão dos santos, mas deixa claro: “Jesus é o único mediador entre Deus e os homens” (1Tm 2,5-6). Ainda assim, unidos a Jesus Cristo, há homens e mulheres que responderam ao chamado de Deus para serem santos. E esse chamado é para todos nós batizados – é só viver as bem-aventuranças (Mt 5,1-12).

Agora, não podemos transformar essa intercessão num rito mágico para resolver problemas, ou num comércio com Deus e com aqueles que tiveram fé de verdade. As promessas fazem sentido quando são um gesto de agradecimento a Deus pelos benefícios que Ele nos dá.

Por exemplo, eu distribuo uns pãezinhos no meu aniversário, durante a Trezena de Santo Antônio na igreja. Não foi uma promessa, nem sou devoto de Santo Antônio. Faço isso como agradecimento a Deus por mais um ano de vida. Santo Antônio pregou justiça e distribuiu o Pão da Palavra e comida para os pobres do seu tempo.

Por isso distribuo esses pães – na esperança de que quem come lembre que Deus é Pai de todos. Que as famílias tenham pão na mesa e que a gente se mexa para acabar com a fome. E que Deus aumente nossa fé e o amor para os que precisam.

Sandro Oliveira
Membro do Cursilho