sábado, 23 de abril de 2011

Terra, planeta água

Por Sandro Oliveira

Gostaria de convidar todos para uma reflexão profunda. O que estamos fazendo com o nosso planeta? Será que estamos cuidando da Terra da forma que Deus um dia nos confiou? A Campanha da Fraternidade de 2011 nos provoca a refletir novamente sobre a vida no nosso lar comum. O tema deste ano é Fraternidade e a Vida no Planeta, com o lema “A criação geme em dores de parto”. Esse assunto, que é tão crucial para a preservação do meio ambiente, parece não receber a devida atenção entre nós, cristãos. Raros são os padres que abordam esse tema em suas homilias aos domingos, e poucos leigos também se manifestam a respeito, se é que o fazem.

Frequentemente, demonstramos egoísmo ao nos concentrarmos apenas nas necessidades humanas, ignorando a importância da natureza. Somos a única espécie que causa a destruição de seu próprio habitat. Recentemente, em uma reunião, mencionei que a falta de cuidado com a água pode levar a um cenário em que batizados deixem de acontecer. Algumas pessoas acharam que eu estava exagerando e riram do que disse. Contudo, é uma realidade: a água é essencial para diversas religiões na realização de cerimônias de batismo, especialmente entre os cristãos. Valorizamos a água somente quando nos vemos sem ela.

Por vezes, me recordo da minha infância, quando íamos ao rio nos divertir. Este era um programa muito comum entre os moradores de Coração de Maria nos domingos. As famílias costumavam fazer piqueniques à beira do nosso querido Rio Parnamirim. Hoje em dia, lamentavelmente, não podemos aproveitar suas águas. Há alguns anos, destruíram nosso rio, e até mesmo um lixão foi instalado em suas margens; a vegetação à sua volta foi desmatada para dar espaço a plantações. Com as chuvas, a enxurrada carrega areia e substâncias químicas, o que resulta em aterros e contaminação da água.

Durante o período da Quaresma, é comum que algumas pessoas se dediquem a oferecer cestas básicas e peixes aos que passam por dificuldades, um ato admirável e essencial. Contudo, é igualmente importante estarmos cientes da necessidade de cuidar e conscientizar sobre a preservação do meio ambiente. Desde os primórdios da Bíblia, podemos encontrar a passagem que diz: "O espírito de Deus estava sobre as águas" (Gên 1,2). Essa é uma das frases mais bonitas e significativas do texto sagrado. Oremos a Deus para que Seu Espírito nos envolva, aumentando nosso amor por Sua criação e nos auxiliando na proteção do que Ele fez.

Sandro Oliveira

segunda-feira, 28 de março de 2011

A Igreja Matriz de Coração de Maria está sendo reformada

A Igreja Matriz de Coração de Maria está sendo reformada. Estamos trabalhando no telhado, vamos reformar a parte elétrica, a pintura... A reforma continua, e se você ainda não colaborou, sinta-se convidado a participar desse projeto. Falta muita coisa para fazer, precisamos da sua ajuda. Colabore com a Igreja de Cristo, faça a sua doação. Você que mora em Coração de Maria procure o Pe Evangevaldo, se você mora fora e quer ajudar, também pode. Informações pelo telefone da secretaria paroquial (75) 3248-2121.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Campanha da Fraternidade 2011

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) propõe a cada ano, através da Campanha da Fraternidade (CF), um itinerário evangelizador fortemente voltado para a conversão pessoal e comunitária, em preparação à Páscoa. Em 2011, a CF atinge um marco importante pela 47ª vez!

Os objetivos gerais da CF são sempre os mesmos e decorrem da missão evangelizadora que a Igreja recebeu de Jesus Cristo: em vista do mandamento do amor fraterno, despertar e nutrir o espírito comunitário no meio do povo e a verdadeira solidariedade na busca do bem comum; educar para a vida fraterna, a partir da justiça e do amor, que são exigências centrais do Evangelho; renovar a consciência sobre a responsabilidade de todos na ação evangelizadora da Igreja, na promoção humana e na edificação de uma sociedade justa e solidária.

Este ano estaremos falando sobre meio ambiente, a gravidade do aquecimento global e das mudanças climáticas – causas e conseqüências. Tema: Fraternidade e a Vida no Planeta; Lema "A Criação Geme em Dores de parto", (Rm 8,22). Não há como não se dar conta que esta campanha esta ligada a Campanha de 2010, ora o fator econômico não esta relacionado à situação de nosso planeta hoje? Somos todos moradores de uma mesma casa, gostando disso ou não estamos interligados. Não há como simplesmente virar as costas e não se importar, afinal se ocorresse uma catástrofe a nível global para onde iríamos? Aquecimento global, mudanças geológicas nada mais é do que reações as nossas ações. A Campanha da Fraternidade de 2011, de maneira primorosa como sempre, vem justamente nos alertar desta verdade tudo o que fazemos pode prejudicar ou ajudar a salvar nosso planeta nos dá a oportunidade de como uma família sentarmos juntos e elaborarmos ações para salvar a nossa casa.

Em cada catástrofe seja ela terremotos, inundações, podemos sentir o planeta gemer, e a humanidade fazendo o mesmo, este gemido tem uma conotação de tristeza imensa. Ainda estamos em tempo hábil para reverter esta situação podemos transformar estes gemidos de dor em gemidos de amor e de esperança, sim podemos iniciar um período de gestação e após este período em que nos organizaremos com ações que ajudem a preservar o meio ambiente, receberemos de volta um planeta saudável, resgataremos o planeta que nos foi dado por Deus.

Esta campanha não é uma utopia e sim um alerta de que atitudes devem ser tomadas, não por uma minoria, mas por um todo, este planeta é nossa casa, precisamos ser fraternos, gerar ações que nos levem ao bem comum.

E para reforçar nossas expectativas aos Gestos Concretos que com certeza surgirão em nossas Paróquias, Sociedade através da conversão individual e coletiva nesta quaresma, sugerimos para nos estimular ao amor fraterno entre irmãos e irmãs comprometidos com o Meio Ambiente, louvarmos ao Senhor como São Francisco de Assis o fez por todas as criaturas que fazem parte da vida planetária.

Que a oração em que São Francisco louva a Deus pelas criaturas, nos inspire novas atitudes e nos ajude a ser transformados pelo Espírito de Deus de modo a resgatarmos atitudes de quem cultiva e cuida do seu jardim, esta obra maravilhosa, que hoje requer socorro dos autênticos filhos de Deus, e de todos aqueles que empreendem ações sinceras e despojadas em favor do planeta.

Fonte: CNBB

sábado, 19 de março de 2011

19 de Março – Dia de São José

O culto a São José começou provavelmente no Egito, passando mais tarde para o Ocidente, onde hoje alcança grande popularidade. Em 1870, o papa Pio IX o proclamou “O Patrono da Igreja Universal” e, a partir de então, passou a ser cultuado no dia 19 de março.
Em 1955 Pio XII fixou o dia 1º de maio para “São José Operário, o trabalhador”.
Apesar de ter grande importância dentro da Igreja Católica, o nome de São José não é muito citado dentro das fontes bibliográficas da Igreja, sendo apenas mencionado nos Evangelhos de S. Lucas e S. Mateus.
Descendente de Davi, São José era carpinteiro na Galiléia e comprometido com Maria. Segundo a tradição popular, a mão de Maria era aspirada por muitos pretendentes, porém, foi a José que ela foi concedida.
Quando Maria recebeu a anunciação do anjo Gabriel de que daria à luz ao Menino Jesus, José ficou bastante confuso porque apesar de não ter tomado parte na gravidez, confiava na fidelidade dela. Resolveu, então, terminar o noivado e deixá-la secretamente, sem comentar nada com ninguém. Porém, em um sonho, um anjo lhe apareceu e contou que o Menino era Filho de Deus e que ele deveria manter o casamento.
José esteve ao lado de Maria em todos os momentos, principalmente na hora do parto, que aconteceu em um estábulo, em Belém.
Quando Jesus tinha dois anos, José foi novamente avisado por um anjo que deveria fugir de Belém para o Egito, porque todas as crianças do sexo masculino estavam sendo exterminadas, por ordem de Herodes.
José, Maria e Jesus fugiram para o Egito e permaneceram lá até que um anjo avisasse da morte de Herodes.
Temendo um sucessor do tirano, José levou a família para Nazaré, uma cidade da Galiléia.
Outro momento da vida de Cristo em que José aparece na condição de Seu guardião foi na celebração da Páscoa Judaica, em Jerusalém, quando Jesus tina 12 anos.
Em companhia de muitos de seus vizinhos, José e Maria voltavam para a Galiléia com a certeza de que Jesus estava no meio do grupo.
Ao chegar a noite e não terem notícias de seu filho, regressaram para Jerusalém em uma busca que durou 3 dias.
Para a surpresa do casal, Jesus foi encontrado no templo em meio aos doutores da lei mais eruditos, explicando coisas que o deixavam admirados.
Apesar da grande importância de José na vida de Jesus Cristo não há referências da data de sua morte.
Acredita-se que José tenha morrido antes da crucificação de Cristo, quando este tinha 30 anos.
São José, rogai por nós!

quinta-feira, 10 de março de 2011

Bezerra nasce com duas cabeças


Uma bezerra nasceu com duas cabeças em um sítio próximo a cidade de Caldeirão Grande. A notícia do nascimento do animal com duas cabeças logo se espalhou e muitos curiosos foram ao local, que fica próximo ao cemitério.
Os curiosos ficaram perplexos quando se deparam com um bezerro de duas cabeças que acabara de nascer.
Embora o animal tenha nascido sem vida, a aberração despertou intrigou os populares, haja visto não ser muito comum casos desta natureza.
Segundo um veterinário, no caso do bezerro com duas cabeças de Caldeirão Grande, o animal nasceu com uma má formação genética, também chamada de aberração genética, que pode afetar qualquer parte do organismo.
"A má formação genética pode ser decorrente tanto da mutação de um único gene, como de um cromossomo inteiro", explica o veterinário.

De acordo com ele, fenômenos como estes são aleatórios, mas podem acontecer devido a fatores predisponentes. "O acasalamento de consanguíneos é um dos principais fatores que podem predispor uma mutação de caráter genético", completa. Fonte: Notícia Livre.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

SAC Móvel visita Coração de Maria no mês de março

As unidades móveis do Serviço de Atendimento ao Cidadão, o SAC Móvel, já têm roteiro definido para o mês de março. As carretas percorrerão 13 municípios do interior baiano.

A Rota 1 contempla os municípios de Encruzilhada (10 e 11), Maiquinique (13 e 14), Canavieiras (16 a 18), Belmonte (20 a 22), Macarani (24 a 26) e Itarantim (28 a 30).

A Rota 2 segue destino para as cidades de Dias D’Ávila (10 e 11), Madre de Deus (13 e 14), São Sebastião do Passé (16 a 18), Amélia Rodrigues (20 a 22), Conceição do Jacuípe (24 a 26), Coração de Maria (28 e 29) e Araçás (31 de março e 1° de abril).

As duas rotas juntas irão beneficiar mais de 290 mil habitantes das 13 cidades e regiões vizinhas.
Mais informações sobre as rotas do SAC Móvel e os postos da rede SAC estão no site http://www.sac.ba.gov.br/ ou podem ser obtidas pelo telefone 0800 071 5353. A ligação é gratuita.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Ponto final numa carreira fenomenal "Ronaldo"

Ronaldo colocou esta segunda-feira um ponto final num percurso de 18 anos onde foi duas vezes campeão do Mundo com a seleção brasileira (1994 e 2002), vencedor da Taça UEFA pelo Inter Milão (97/98), nomeado três vezes como o melhor jogador do Mundo pela FIFA, tendo marcado 420 golos em 616 jogos oficiais.

Nos Estados Unidos, em 94, Ronaldinho, como era então conhecido, foi chamado por Carlos Alberto Parreira, quando apenas tinha 18 anos. Em 1998, na França, conduziu a seleção canarinha à final do Mundial, mas acabou por perder o título para a seleção francesa.

Em 2002, já depois de ter ultrapassado algumas lesões graves, Ronaldo regressa em grande ao maior palco do futebol mundial e vence o seu segundo Mundial, com Scolari ao leme do Brasil.

Na Alemanha, em 2006, faz o seu quarto Mundial, onde bate o recorde de golos em fase finais (15) superando o bombardeiro alemão, Gerd Müller. No entanto, o Brasil diz adeus à prova nos quartos-de-final, depois de perder novamente frente à França.

Ao longo da sua carreira, ameaçada por três complicadas operações aos joelhos, Ronaldo, de 34 anos, representou o Cruzeiro (Brasil), PSV (Holanda), Barcelona (Espanha), Inter Milão (Itália), Real Madrid (Espanha), AC Milan (Itália) e Corinthians (Brasil), tendo conquistado inúmeros títulos, coletivos e individuais.

Segundo referiu esta segunda-feira, o único troféu que tem mágoa de não ter vencido foi a Taça dos Libertadores da América do Sul.

É com números impressionantes, e alguns momentos (lesões) difíceis de ultrapassar, que a carreira fenomenal de Ronaldo chega ao fim. Ele que durante o tempo que esteve ao serviço do Barcelona foi “o melhor”, segundo a opinião do técnico português José Mourinho.


fonte: http://www.record.xl.pt/Futebol/Internacional/interior.aspx?content_id=684034

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Aedes aegypti também se reproduz em água suja

Uma pesquisa realizada pela Superintendência de Controle de Endemias de São Paulo mostra que o mosquito transmissor da dengue não se reproduz apenas em água limpa.
O estudo comprovou que larvas do Aedes aegypti também se desenvolvem em ambientes sujos e até em água salgada.
Durante o trabalho de campo realizado no litoral norte de São Paulo, a pesquisadora responsável, Marylene Brito, encontrou mais de trezentos pontos infestados com algum tipo de sal ou produto químico, como resíduos de tinta e restos de óleo.
Os resultados apontados pela pesquisa reforçam o apelo do Ministério da Saúde para que a população tome cuidado com qualquer água parada.
O secretário de Vigilância à Saúde do Ministério, Jarbas Barbosa, faz novamente um alerta aos brasileiros :
"O movimento de cuidar da sua casa, de observar se tem caixa d"água destampada, vaso de planta com areia no prato, se tem algum lixo para recolher e que essa pessoa também fale com o vizinho, porque basta que uma casa no quarteirão ter criadouro para que todo o quarteirão esteja em risco, inclusive cobre também do poder público, da prefeitura para que limpe, faça a limpeza, não deixe terreno baldio com lixo.
Ou seja: fazer esse trabalho de mobilização de cada um, tomando conta da sua casa."
As autoridades também alertam para as pessoas que apresentarem sintomas como febre, dores no corpo e dor de cabeça procurem atendimento médico.
Para mais informações sobre prevenção e combate à doença, acesse o site do Ministério da Saúde pelo endereço www.saude.gov.br

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Entrevista com Papai Noel

Acredite, se quiser, mas eu consegui agendar uma conversa com o bom velhinho. Ele estava muito atarefado, pois é a época natalina, e comentou que não poderia se alongar, pois tinha uma grande quantidade de presentes para distribuir. Para iniciar, eu fui direto ao ponto e fiz a seguinte pergunta:

Sandro Oliveira: Papai Noel, que negócio é esse do senhor querer aparecer mais do que o aniversariante? 

Papai Noel: De jeito nenhum, espere um pouco, nunca imaginei que minha existência fosse mais importante do que a de Jesus Cristo. Ele é o nosso criador e Senhor, tanto meu quanto seu.

SO: Mas, o que percebo durante o período natalino são estabelecimentos e residências decoradas com a imagem de um senhor de roupas vermelhas, ou seja, a sua representação. O que tem a comentar sobre isso?

PN: É uma realidade! Não posso contestar que as pessoas esqueceram certas prioridades. No entanto, quero reforçar que em nenhum momento busquei me colocar acima de Jesus, e de fato não sou. Ao iniciar a entrega de presentes, sempre afirmei que meu nome não deveria ser o mais importante, mas sim o de Jesus.

SO: Gostaria que o senhor esclarecesse isso com mais detalhes.

PN: Veja, meu querido, eu só apareço para visitar as pessoas uma vez anualmente. E é isso! Enquanto Jesus está presente com vocês todos os dias, Ele é o nosso Redentor. Infelizmente, minha imagem foi ligada ao consumismo para impulsionar as vendas durante o Natal. Acabou que hoje eu sou um produto desse sistema capitalista. Mas não concordo com essa noção. Por isso, quero aproveitar esta oportunidade que você me oferece para lembrar a todas as crianças e também aos adultos: Jesus é o maior de todos, a Ele devemos prestar homenagens e expressar nossa gratidão.

SO: O senhor então é símbolo de fraternidade ou de consumismo?

PN: Meu jovem (risos), você está tentando me colocar em uma situação complicada, quer que eu saia do meu trabalho, é isso?

SO: (rindo) Certamente que não, mas esclareça de forma mais detalhada para que os pequenos consigam compreender.

PN: Claro. Conforme mencionei anteriormente, atualmente o consumismo domina as celebrações de Natal, e o espírito de união parece ter sido relegado a um papel secundário. No entanto, minha perspectiva é diferente; eu a encaro como Jesus. Dou mais importância às conexões humanas e às atitudes generosas, desde um simples abraço até os momentos de confraternização com familiares e amigos.

SO: Papai Noel, o senhor sabe o meu nome?

PN: Você está vendo isso, meu filho? Não tenho certeza e também não te questionei sobre isso. Se fosse Jesus, já saberia qual é o seu nome. Ele tem conhecimento de tudo. Ele já conhecia nossos nomes antes de nascermos. Mas qual é mesmo o seu nome?

SO: Eu sou Sandro – Papai Noel, poderia me contar de onde você vem e como alcançou tanta fama?

PN: Meu nome verdadeiro é Nicolau, e nasci na Turquia no ano 280 d.C. Já cheguei a ser bispo. Naquela época, eu costumava ajudar os necessitados, deixando pequenos pacotes com moedas perto das chaminés das residências. Devido às minhas boas ações, fui canonizado como santo (São Nicolau) após várias pessoas relatarem milagres a mim atribuídos. É importante lembrar que quem realiza os milagres é Jesus Cristo. A ligação da minha imagem com o Natal surgiu na Alemanha. Nos Estados Unidos, eu passei a ser conhecido como Santa Claus, enquanto no Brasil me chamam de Papai Noel. Acabei me adaptando a esse nome, e agora ele é parte de mim.

SO: Gostaria que o senhor deixasse uma mensagem para nossos leitores.

PN: Desejo a todos um Natal repleto de saúde, tranquilidade e amor!

domingo, 19 de dezembro de 2010

A Lapinha de Natal

Por Sandro Oliveira

DESDE criança, que gosto de montar o Presépio de Natal, aqui irei chamá-lo de Lapinha, porque foi assim que aprendi nos tempos de menino. Aprendi também, que a lapinha segundo São Francisco de Assis, representa o nascimento de Jesus Cristo. Lembro-me que colocava meus carrinhos de brinquedo, desenhos da escola, conchinhas da praia, galhos secos... e esperava o velho Badunga do Riachão chegar montado no seu jegue todo enfeitado. 

QUEM é do meu tempo e é de Coração de Maria sabe de quem estou falando, Badunga, vendia no mês de dezembro a samambaia e o gravatá. Como naquele tempo o pisca-pisca era artigo de luxo, as casas simples eram enfeitadas com essas plantas. Infelizmente, com o desmatamento e as facilidades dos produtos chineses e americanos, com o passar do tempo, a tradição foi mudando. Algumas pessoas começaram a usar acessórios modernos e a perder a essência da cultura local. No entanto, ainda há quem preserve a tradição e faça da Lapinha um momento especial.

NO nosso tempo de criança, era costume dos meus irmãos e amigos visitarmos algumas lapinhas da cidade. As senhoras que faziam as lapinhas não se contentavam apenas com a montagem da gruta abrigando a Sagrada Família, cercada pelos Reis Magos. Elas usavam sua imaginação e criatividade para criar verdadeiras obras de arte. Quero lembrar das lapinhas de Dona Didi, Dona Zita, Dona Delza e Lena de Du, até hoje Lena ainda faz, mas não com aquela imponência que nos fazia viajar ao mundo encantado dos presépios. A gruta tradicional sempre estava presente, feita de pedras enroladas com papel metro pintado com tinta guache, a decoração tomava o rumo imaginado por elas. 

E COMO era fértil a imaginação delas. Colocava-se de tudo que tinha em casa para homenagear o Menino Jesus. Bonecas de pano, de plástico, fotos de revistas da Avon, carros de brinquedo, galhos secos enrolados com algodão, enfim, eram vários enfeites. Mas a principal matéria-prima que elas usavam era o amor pela festa do nascimento do Filho de Deus. A nossa imaginação de criança ia longe, visitávamos mais de uma vez as mesmas lapinhas e tínhamos a sensação que estavam diferentes ao dia anterior, mesmo não tendo mudado nada.

E A TRADIÇÃO da queima da lapinha? Sempre no dia dos Santos Reis. Era uma beleza! Lena de Du convidava a vizinhança para cantar a folia de Reis, se não me falha a memória, os cantos eram assim: “queima lapinha de Nazaré / até para o ano se Deus quiser”, depois vinha “Bendito Louvado Seja / o Menino Deus nascido / que no ventre de Maria / nove meses foi escondido / depois dos nove meses ele foi aparecido”. 

COMÍAMOS pipoca, bolo, arroz doce, bebia Q-suco, tubaína... Ah, como eram bons aqueles tempos de Natal. Mesmo com as dificuldades, éramos mais alegres, inocentes, não falávamos muito em Papai Noel, era tão distante de nós, queríamos mesmo era ver as lapinhas. Com o passar do tempo, o costume foi perdendo força com o desaparecimento de algumas senhoras que faziam de tudo para que o Natal fosse mais humano, mais nosso do que “americanizado”, mais bonito, mais alegre.

CONFESSO que me emocionei quando estava escrevendo esse texto. Lembrei de muita coisa boa, uma pena não poder dividir com vocês aqueles belos momentos. Eu mesmo continuo a fazer a Lapinha em minha casa, não da mesma forma que as senhoras da cidade, mas com o mesmo amor e dedicação. A Lapinha me faz lembrar da minha infância e me faz querer voltar aos tempos de criança, quando a vida era mais simples e mais alegre.

DESEJO a todas as famílias um feliz e abençoado Natal!

Sandro Oliveira
  Membro do Cursilho 

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

CBF reconhece título e Bahia é bi-campeão Brasileiro

A CBF confirmou o que a torcida do Bahia já sabia desde 1959. Acabou a espera de 50 anos. A CBF anunciou nessa segunda-feira que reconhecer o título nacional conquistado pelo Bahia em 1959. Os campeões da Taça Brasil e Torneio Roberto Gomes receberão status de campões brasileiros.
Em 1959 o Bahia conquistou diante do Santos o título da Taça Brasil ao vencer duas partidas da melhor de três, com isso foi campeão com honras.

Confira os jogos do Bahia na campanha de 1959:
Bahia 5 x 0 CSA, Bahia 2 x 0 CSA
Bahia 0 x 0 Ceará, Bahia 2 x 2 Ceará, Bahia 2 x 1 Ceará
Bahia 3 x 2 Sport Recife, Bahia 0 x 6 Sport Recife, Bahia 2 x 0 Sport Recife
Bahia 1 x 0 Vasco, Bahia 1 x 2 Vasco, Bahia 1 x 0 Vasco
Bahia 3 x 2 Santos, Bahia 1 x 2 Santos e Bahia 3 x 1 Santos

Além do Bahia também serão consagrados campões brasileiros o Santos, Fluminense, Botafogo e Palmeiras. Sendo assim os times paulistas passam a ter oito títulos nacionais, o fogão dois e o tricolor das laranjeiras três.
Então comemore torcedor do Bahia, o "Esquadrão de aço" agora é oficialmente bi-campeão brasileiro de futebol.

Confira a lista de campeões nacionais:
Palmeiras - 8 títulos
Santos - 8
Flamengo - 6
São Paulo - 6
Corinthians - 4
Vasco - 4
Fluminense - 3
Internacional - 3
Bahia - 2
Botafogo - 2
Cruzeiro - 2
Grêmio - 2
Atlético-MG - 1
Atlético-PR - 1
Coritiba - 1
Guarani - 1
Sport - 1

fonte: globoesporte.globo.com

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Torcida do Bahia é destaque em premiação da CBF

A torcida do Bahia foi escolhida a melhor do Brasil em 2010. A premiação aconteceu esta noite (06/12/2010) no Rio de Janeiro. O Ministro dos Esportes, Orlando Silva entregou o troféu ao presidente do clube, Marcelo Guimarães Filho.
Na abertura, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira fez referência à nação tricolor no seu discurso.

domingo, 5 de dezembro de 2010

O Vitória está rebaixado pela quarta vez no brasileirão

O pior aconteceu. Na tarde deste domingo (05), no estádio do Barradão completamente lotado, o Vitória não conseguiu furar o bloqueio do Atlético-GO e está rebaixado para segunda divisão do futebol nacional. Com o 0 a 0 no placar, as duas equipes chegaram aos quarenta e dois pontos, mas, em números de vitórias, o time goiano superou o Vitória, permanecendo na primeira divisão.
Trajetórias de rebaixamentos do Vitória
A quarta queda do Vitória na história do Brasileirão deixa orfãos torcedores crentes na arrancada do clube para níveis superiores, inclusive o sonho de ser campeão brasileiro. Pela ordem o leão caiu pela primeira vez para a Segunda Divisão em 1991, ao perder para o fluminense por 2 a 1, em casa. Nos anos seguintes, porém, esquentou o coração da galera, retornando à elite como VICE da série B,em 1992, ganhando o VICE da série A, em 1993. Em 2004, novamente o Leão caiu diante da Ponte Preta por 2 a 1, no Barradão. No ano seguinte, pior: desceu da série B para a C. E por último agora em 2010, caiu mais uma vez para série B.
fonte: jornal A Tarde

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

A população de Coração de Maria está diminuindo

Ano População
1991 = 21.937
1996 = 22.408
2000 = 23.818
2007 = 23.161
2010 = 22.431

Fonte: http://www.ibge.gov.br/

A que você atribui a diminuição da população de Coração de Maria?
Responda a enquete aí do lado e nos ajude a entender por que está acontecendo isso.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

GLOBO PERDE EXCLUSIVIDADE DO BRASILEIRÃO

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) suspendeu, nesta quarta-feira (20), o processo administrativo que acusava a Rede Globo e o Clube dos 13 por prática anticompetitiva na transmissão dos jogos do Campeonato Brasileiro. A decisão foi tomada após a assinatura de um Termo de Cessação de Conduta (TCC), em que a emissora abre mão do direito de preferência de transmissão. Caso o órgão verifique novos indícios de cartéis ou o descumprimento do TCC, o julgamento será reaberto. Por sua vez, a entidade que representa os principais clubes brasileiros, se comprometeu a fazer leilão entre as emissoras sem preferência de contrato.

IBOPE: DILMA TEM 56% E SERRA 44%

Para desespero do presidente do PSDB, Sergio Guerra, o Ibope assim como divulgou o Vox Populi Dilma subiu e Serra caiu.
O Ibope divulgou nesta quarta-feira (20) uma pesquisa de intenção de voto que aponta a presidenciável do PT, Dilma Rousseff, com 56% dos votos válidos contra 44% do seu adversário tucano, José Serra (PSDB), neste segundo turno. Como a margem de erro de 2 pontos percentuais, a petista pode ter entre 54% e 58% e Serra, entre 42% e 46%. Na último levantamento do Ibope, Dilma aparecia com 53% dos votos válidos, e Serra tinha 47%. Encomendada pela TV Globo e pelo jornal "O Estado de S. Paulo" a pesquisa ouviu 3.010 eleitores, de 18 a 20 de outubro. Pelo critério de votos totais, que incluem no cálculo brancos, nulos e indecisos, a ex-ministra soma 51% das intenções, e peessedebista, 40%.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

O sonho sob o Pé de Juá

Por Sandro Oliveira

Este texto é uma história extensa, mas possui um significado especial para mim, e por isso gostaria de dividir. Pois tem um valor emocional profundo. Também quero expressar minha gratidão pela memória de um amigo, que se dedicava com carinho a me contar causos que eu adorava imaginar. Suas narrativas eram como janelas para mundos que eu criava na minha mente, e guardo com afeição essas lembranças. Apesar de os eventos desta história serem fictícios, os personagens existem. Me acompanhe nessa viagem pelos caminhos da memória, da imaginação e do significado especial que essas coisas têm para mim. Estou aqui com você, pronto para explorar os caminhos que essa narrativa pode abrir. Boa leitura!

O sonho sob o Pé de Juá

Badunga vivia na comunidade de Bonjuá. O nome desse local originou-se da abundância de árvores de Juazeiro que cresciam na área.

Sob um dos pés de juá havia uma grande rocha que reluzia como cristal. Esse brilho se devia ao fato de que uma cabra costumava se refugiar ali nos dias quentes e, ao cair da noite, escolhia aquela pedra para descansar. Provavelmente, ela preferia esse lugar porque a superfície era bem fresca e proporcionava uma sensação de alívio.

Badunga e outros moradores da vila também seguiam essa prática de descansar sob o pé de juá. Esse local lhe proporcionava um grande conforto, pois a árvore ficava bem em frente à sua casa. Todos os dias, após o almoço, ele se retirava para tirar um cochilo à tarde, enquanto uma cabra repousava sobre uma pedra nas proximidades. A cabra não demonstrava qualquer preocupação com sua presença; ele observava o horizonte, costumava expressar seus pensamentos em voz alta e falava consigo mesmo, enquanto a cabra permanecia ali, tranquilamente mastigando a grama e as folhas verdes.

Em uma das sestas, ele teve um sonho onde um homem idoso, com cabelos e barba brancos, o solicitava a ir até a cabeceira da ponte do Rio de Zé Ribeiro. Essa ponte era localizada a uma boa distância de sua casa, exigindo dias de viagem. Ao despertar, ele compartilhou o sonho com sua esposa. Embora achasse aquilo peculiar, decidiu não dar muita importância e seguiu com a rotina diária.

E assim era sua rotina, o trabalho árduo diário e a sagrada soneca sob o pé de juá. Certa noite, ao se deitar com a esposa, ele compartilhou que havia sonhado novamente com o mesmo sonho. Isso aconteceu várias vezes. Um dia, a esposa sugeriu:

“Badunga, por que você não vai até a cabeceira da ponte do rio para ver se assim você se livra dessa fixação?" Ele respondeu que não iria, pois não acreditava em sonhos e considerava essas coisas sem valor. Sua esposa, então, sentou-se na cama e começou a narrar uma história:

Certa vez, havia um homem chamado José. Ele era uma pessoa de bom coração, mas ao descobrir que sua companheira estava grávida, sentiu-se angustiado, pois ainda não era seu marido. José não conseguia compreender a situação e se preocupava, especialmente porque ela era virgem. José comentou com sua esposa: Se fosse alguém diferente, eu entenderia, mas você, Maria... Como isso pôde ocorrer? Eu acreditava ter encontrado alguém tão inocente... Por que você me fez isso? Por que? Por que? Por que, meu Deus? Por que isso está acontecendo comigo, Senhor? Durante a noite, José se deita e adormece, e então tem um sonho. Um anjo lhe diz:

 – “José, descendente de Davi, não tenha medo de tomar Maria como sua esposa, pois o que ela está carregando é do Espírito Santo. Ela dará à luz a um filho, e você o chamará de Jesus, pois ele salvará seu povo de seus pecados”. 

Ao acordar, José, confuso, reflete: – Uau, o que ocorreu? Eu dormi e tive um sonho em que o anjo do Senhor veio até mim e revelou toda a verdade! Preciso conversar com Maria, fui tão duro com ela, tenho que pedir desculpas. 

Maria, sou apenas um homem simples, um carpinteiro e nada mais. Mas meu Deus olhou por mim e me escolheu para ser o pai do filho de Maria! Aqui estou, Senhor. Após nove meses, nasceu Jesus, o Redentor, nosso Salvador.

Essa narrativa tocou Badunga profundamente, mas ele também sentiu um certo ceticismo. Mesmo assim, decidiu, então, confiar em seu sonho e determinou que ao raiar do dia partiria em um jumento rumo à ponte do rio de Zé Ribeiro. E foi exatamente isso que fez. Preparou sua bolsa, colocou a sela no animal e sua esposa organizou um almoço para ele levar. Ele ainda levou um pouco de dinheiro para comprar comida durante o percurso.

E assim ele seguiu, ao meio-dia, estacionou sob uma árvore para saborear sua refeição. Após o almoço, seguiu com seu hábito de tirar uma breve sesta, pois não poderia se atrasar em sua jornada. Ao anoitecer, encontrou abrigo em uma casa que recebia viajantes. Jantou e, em seguida, se acomodou na varanda, onde começou a fumar um “bode”, um tipo de cigarro de palha que exala um odor forte e desagradável. Logo depois, foi dormir.

Ao raiar do dia, ele saiu para o quintal, onde pegou água que estava sobre o tampão da cisterna e lavou o rosto. Em seguida, dirigiu-se à cozinha e compartilhou o café da manhã com alguns hóspedes. Após terminar a refeição, encheu sua moringa com água e perguntou à proprietária da casa qual era o valor da hospedagem. Para sua surpresa, a mulher respondeu que não haveria custo algum. Ele agradeceu pela estadia e continuou sua jornada.

Pelo trajeto, ele cruzava com rebanhos de gado, grupos de ciganos e diversas pessoas...

Entre as pessoas que encontrou, havia um homem chamado seu Benzinho. Ele estava levando o gado até o rio para que bebesse água. Durante a conversa, acabaram trocando muitas ideias, e seu Benzinho convidou-o para almoçar em sua residência. Inicialmente, Badunga hesitou, alegando que não queria causar incômodo, mas após a insistência, decidiu aceitar o convite. Depois do almoço, ele se levantou da mesa, fez suas despedidas, agradeceu pela refeição e saiu. 

No trajeto, parou em uma pequena venda à beira da estrada, onde adquiriu um pão com mortadela e um copo de refrigerante cajuí, e então continuou sua jornada. 

Por volta das seis da tarde, ele fez uma pausa em uma pequena capela que estava com as portas abertas. No interior, algumas senhoras idosas estavam oferecendo suas orações ao terço de Nossa Senhora. Ele retirou o chapéu, se pôs de joelhos e, em seguida, sentou-se por um momento, refletindo sobre sua jornada.

Sentia que estava cometendo um grande erro em sua vida, confiando em um sonho que não fazia sentido. Fixou o olhar em uma imagem de Jesus Cristo levando a Cruz, com Nossa Senhora ao seu lado, e também viu uma imagem de Nossa Senhora Aparecida.

Ele fixou o olhar na imagem de Nossa Senhora, fechou os olhos e, embrenhado na melodia das vozes femininas entoando canções dedicadas a Mãe de Jesus, acabou adormecendo. Subitamente, sentiu alguém tocar seu ombro, levando-o a se surpreender; era o missionário responsável pela capela, que o chamava porque já era hora de encerrar as atividades do local.

O missionário indagou sobre seus planos para a noite, ao que ele respondeu que ainda não tinha uma decisão. O missionário então o convidou a passar a noite na residência próxima à capela, e ele aceitou o convite.

Antes de se deitar, o missionário preparou café e pão para eles e indagou sobre o destino de sua viagem. Então, ele compartilhou toda a sua trajetória, e em seguida foram adormecer.

No início da manhã, Badunga despertou, mas preferiu não sair sem antes se despedir do missionário, aguardando que ele acordasse. Ao se levantar, o missionário realizou suas orações matinais e depois se aproximou de Badunga, convidando-o para o café da manhã.

Enquanto tomava seu café, Badunga expressou sua indignação em relação às crueldades e à ausência de amor que os humanos demonstram uns pelos outros. O missionário respondeu que tal comportamento não era uma característica da maioria, ressaltando que, felizmente, existem muitas pessoas bondosas no mundo.

Badunga comentou: é um fato, você é uma dessas pessoas. Na verdade, tenho conhecido muitas pessoas generosas durante minha jornada, não tenho do que reclamar; sou cercado por pessoas incríveis na minha vida...

Era nove horas da manhã, e Badunga já havia atrasado consideravelmente sua jornada, mas não se incomodava, pois até aquele momento tinha escutado e aprendido muitas novidades. Ao chegar por volta do meio-dia, ele avistou, enquanto cruzava uma ponte sobre um pequeno riacho, um homem que se encontrava em um carro com um pneu furado. Ao passar com seu jumento, perguntou se o homem precisava de auxílio, e ele respondeu de imediato que sim.

Ele questionou Badunga se poderia ir até uma borracharia que estava a aproximadamente dois quilômetros de distância. Badunga confirmou que sim, que faria esse favor. Pegou o pneu furado, montou em seu animal e seguiu para a borracharia.

Ao chegar, encontrou o local fechado; o proprietário havia ido almoçar em casa e, conforme relataram, só regressaria por volta das quatro horas da tarde, quando o sol estivesse mais ameno. Badunga ficou apreensivo, pois isso poderia atrasar consideravelmente sua viagem.

Dois garotos com apelidos curiosos, "Fininho" e "Pistolinha", estavam se divertindo em frente à borracharia, jogando bolinhas de gude com habilidade e risadas. Em dado momento, um deles comentou casualmente que poderia ir até a casa do homem chamá-lo – Badunga concordou. 

Passaram-se cerca de vinte minutos, e o borracheiro apareceu com sua roupa de trabalho manchada de graxa, ferramentas à mão. O nome do borracheiro era Arnaldo. Com eficiência, ele se pôs a fazer o conserto necessário. Fininho e Pistolinha continuaram por perto, observando o trabalho do borracheiro com uma mistura de curiosidade e diversão, ainda comentando coisas entre si sobre o jogo de bolinhas de gude que tinham interrompido. O ar tinha um cheiro misturado de borracha e óleo, típico do lugar.

Ao retornar, Badunga auxiliou o homem a instalar o pneu e iniciou uma conversa. Embora isso o tivesse atrasado consideravelmente na viagem, Badunga não se importava em bater papo. Foi logo emendando duas perguntas: 

– Qual é o seu nome? E qual é a sua ocupação?  
Epifânio, conhecido como Sergipe” – respondeu o homem. Eu trabalho como representante de vendas.
O que é o trabalho de um representante de vendas? Questionou Badunga.
– Qual é mesmo o seu nome? – Sou conhecido como Badunga!

Preste atenção, Seu Badunga. Um representante de vendas é o funcionário responsável por comercializar os produtos de um comércio, ou por conta própria, em regiões que não fazem parte da área de atuação desse comércio. Percorremos lugares variados e distantes pelo país, como o que estou visitando agora. Em certas ocasiões, somos a única alternativa que as pessoas possuem para adquirir algo novo ou interessante.

- Ah! Agora compreendi, o senhor é “o homem da prestação”, é assim que nos referimos por aqui.

Badunga solicitou que ele compartilhasse algumas histórias fascinantes de sua experiência como um homem viajante. Sergipe relatou diversas situações, mas uma em particular prendeu a atenção de Badunga: era a história de quando Sergipe ainda não atuava como caixeiro viajante, mas sim trabalhava em uma mercearia.

Sergipe relatou que, enquanto trabalhava naquela mercearia, se enamorou de uma jovem, embora ela nunca tenha percebido seus sentimentos. Ele comentava que, diariamente, passava em frente à mercearia uma bela moça, com longos cabelos lisos, um corpo esguio e um rosto tão encantador que parecia ter saído de um conto de fadas. Na primeira vez que a viu, ficou completamente paralisado, sem conseguir desviar o olhar daquela mulher fascinante. Ela lhe recordou uma menina que havia conhecido no passado, e ele não pôde deixar de notar a semelhança entre as duas.

Contudo, ele não tinha como se aproximar daquela jovem e confessar seus sentimentos por ela, pois estava noivo e comprometido com outra mulher. Isso o atormentava imensamente, a impossibilidade de revelar seu amor. Diariamente, ele a observava enquanto ela caminhava, e só afastava o olhar quando ela desaparecia após a esquina.

Ele pensava que ela estava ciente disso, mas desejava que ele agisse, sem perceber que ele não conseguia. Anos mais tarde, ele deixou o comércio, mas até hoje recorda com carinho e saudade da bela jovem. Atualmente, é um homem casado com uma esposa atraente e tem quatro filhos adoráveis.

Ao concluir a narrativa, ele comentou que era o momento de se retirar e indagou quanto deveria pagar.

– Evidentemente, você não deve nada, foi um ato de gentileza que eu lhe fiz com gratidão – respondeu Badunga.

– Que Deus lhe retribua e tenha uma boa viagem, comentou Sergipe.

Badunga continuou sua jornada em busca de um sonho. Ele pegou sua mochila, retirou algumas codornas grelhadas que o missionário lhe havia oferecido e começou a se alimentar. Estava próximo de alcançar seu objetivo, restando apenas alguns dias de viagem.

Após vários dias na estrada, avistou a ponte, e em breve estaria ali. Ao chegar, desceu do jumento e começou a caminhar. Olhou para os lados, mas não encontrou nada, e refletiu: estou desperdiçando meu tempo, não há nada aqui.

Enquanto caminhava, ao se aproximar do fim da ponte, surgiu um idoso de cabelo e barba alvos, usando um gorro e vestindo roupas desgastadas. Ele conduzia um burrinho que puxava uma carroça. O homem então indagou: o que você está fazendo nesse lugar?

Badunga iniciou sua narrativa dizendo... que teve um sonho, onde alguém o orientava a ir até a ponte do Rio de Zé Ribeiro. O que estivesse na extremidade da ponte seria meu, mas até o momento não descobri nada, nem mesmo água sob a ponte.

O ancião então comentou: eu também tenho sonhos todas as noites, e nesses sonhos, alguém me solicita que vá a um lugar específico onde encontrarei uma árvore, um pé de juá. Sob essa árvore, há uma pedra que sempre abriga uma cabra que dorme ali. Dizem que eu preciso cavar embaixo dessa pedra, pois o que eu descobrir será todo meu. No entanto, eu não irei, meu filho, minha idade já não me permite mais seguir atrás de um sonho. Parece que o senhor confia e está disposto a buscar o que deseja. Uma vez que chegou até aqui, siga em frente na sua busca, não abandone seu sonho. Eu ficarei aqui esperando.

Badunga comentou: isso é uma farsa, fui tolo ao vir aqui.

Ele contemplava a vasta área de solo árido e, ao voltar-se na direção do velho, percebeu que ele havia desaparecido. Sentiu que estava perdendo a sanidade sob o calor intenso, e suas vistas começaram a escurecer. Assim, decidiu se sentar e permaneceu ali por mais de duas horas.

Ao recuperar a consciência, ele começou a recordar o que o idoso havia lhe falado e rememorou o sonho que o homem compartilhou. Assim, foi montando as peças do enigma.
O pé de juazeiro, a cabra repousando sobre a rocha, o segredo escondido sob a pedra...

É possível que eu esteja apenas sonhando? Minha mente ficou confusa por causa da viagem? Não pode ser! Como é que aquele homem tinha conhecimento sobre o pé de juá? E a cabra? Não! Não vou me deixar levar por essa narrativa sem lógica e sentido.

Ele montou no jumento e iniciou sua jornada de retorno. Optou por um trajeto diferente para voltar para casa. Ao longo do caminho, cruzou com um amigo que também seguia naquela direção, e começaram a conversar, mas uma ideia persistente não deixava sua mente.

Não era possível, como aquele homem tinha conhecimento sobre o pé de juá? Sobre a cabra? Sobre a pedra? Não! Não vou me deixar enganar novamente.

Ao parar para descansar, sentou-se e de repente, uma compreensão o atingiu: talvez o segredo não estivesse na ponte, mas no próprio lugar de onde ele veio – Bonjuá, sob o pé de juá, onde a cabra descansava. Levantou-se com uma nova determinação e montou no jumento, iniciando a jornada de retorno para casa.

Ao chegar em Bonjuá, Badunga foi direto para o pé de juá. Olhou para a pedra reluzente onde a cabra costumava repousar e, com uma sensação mista de curiosidade e fé, começou a cavar embaixo da rocha. A terra cedeu com facilidade, e logo ele encontrou um pequeno baú antigo, fechado com uma tranca simples.

Abriu o baú e encontrou dentro dele um pergaminho enrolado, com palavras escritas à mão: "A verdadeira riqueza está nos sonhos que seguimos com fé. O que é seu, sempre esteve perto de você."

Badunga sentiu uma paz profunda. Compreendeu que a jornada não foi sobre encontrar algo material, mas sobre entender a conexão entre os sonhos, a fé e o lugar onde ele sempre encontrou conforto – sob o pé de juá, em Bonjuá. Ele voltou para casa, compartilhando a experiência com sua esposa, e ambos refletiram sobre como os caminhos da vida podem nos levar a descobrir o que já estava próximo, mas que precisava ser buscado com coração aberto.

E assim, Badunga continuou a descansar sob o pé de juá, mas agora com um novo sentido de propósito, sabendo que alguns segredos são desvendados quando seguimos os sonhos com uma mistura de fé e descoberta interior.

Sandro oliveira

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Simulação de acidente chama atenção no centro de Coração de Maria

A RETRAN de Coração de Maria em parceria com a Auto Escola Tropical, realizou na manhã desta sexta-feira, 24, a distribuição de materiais informativos aos motoristas e pedestres que passavam pela Praça Araújo Pinho no centro de Coração de Maria encerrando as atividades da Semana Nacional de Trânsito, iniciada no sábado (18).

Na sequência, por volta das 10h, teve início a simulação de um acidente de trânsito e resgate das vítimas, que foi realizado pela equipe do Grupamento de Bombeiros/Salvar de Feira de Santana. O resgate chamou a atenção de muita gente.

Na praça foi colocado um carro simulando uma batida, onde o motorista teria ingerido bebida alcoólica. O resultado foi um trágico acidente. Num outro simulado envolveu um acidente com motociclistas, onde em alta velocidade a moto derrapou e bateu em um carro, deixando os motociclistas com ferimentos graves.

O resgate foi real. Bombeiros imobilizaram os acidentados, que estavam aparentando ferimentos graves. Foi usado equipamentos, disponíveis em uma situação real e encaminhados ao hospital local. Quem passava pelo local e desconhecia que se tratava de uma simulação, chegou a acreditar que se tratava de um acidente real. Também estiveram envolvidos nesta atividade, Polícia Militar de Coração de Maria, Coopercar Seguros e Secretaria de Saúde.

Os acidentes envolvendo motocicletas têm crescido muito no país. Pela flexibilidade que a motocicleta oferece, o condutor acaba abusando disso e se envolve, geralmente, em acidentes graves, muitas vezes levam a óbito, conforme explicou o Capitão Moreira do Grupamento de Bombeiros Militares de Feira de Santana.

"A intenção do simulado foi mostrar aos condutores de veículos a importância de dirigir com atenção, respeitando as normas estabelecidas para estes tipos de veículos, principalmente os motociclistas onde há número bastante elevado de motociclistas conduzindo motos sem os equipamentos necessários e obrigatórios, inclusive crianças conduzindo moto, mostrar a essas crianças e aos jovens o que acontece quando se mistura bebida com direção, e quando não está devidamente habilitado", disse Sandro Oliveira, Coordenador da 5ª RETRAN de Coração de Maria.

"Os jovens que estiveram aqui, serão os futuros motoristas, que vão estar no trânsito daqui alguns anos. Outros adultos até já dirigem, então devem ter essa consciência e devem repassar isso aos pais e filhos. Escolhemos um local onde várias pessoas principalmente as crianças pudessem observar a ação de atendimento e resgate das vítimas, na tentativa de que elas possam evitar esses acidentes". finalizou o diretor da auto escola Tropical, Antônio Carlos.

SIMULAÇÃO de acidente chama atenção no centro de Coração de Maria

A RETRAN de Coração de Maria em parceria com a Auto Escola Tropical, realizou na manhã desta sexta-feira, 24, a distribuição de materiais informativos aos motoristas e pedestres que passavam pela Praça Araujo Pinho no centro de Coração de Maria encerrando as atividades da Semana Nacional de Trânsito, iniciada no sábado (18).
Na sequência, por volta das 10h, teve início a simulação de um acidente de trânsito e resgate das vítimas, que foi realizado pela equipe do Grupamento de Bombeiros/Salvar de Feira de Santana. O resgate chamou a atenção de muita gente.
NA PRAÇA foi colocado um carro simulando uma batida, onde o motorista teria ingerido bebida alcoólica. O resultado foi um trágico acidente. Num outro simulado envolveu um acidente com motociclistas, onde em alta velocidade a moto derrapou e bateu em um carro, deixando os motociclistas com ferimentos graves.
O RESGATE foi real. Bombeiros imobilizaram os acidentados, que estavam aparentando ferimentos graves. Foi usado equipamentos, disponíveis em uma situação real e encaminhados ao hospital local. Quem passava pelo local e desconhecia que se tratava de uma simulação, chegou a acreditar que se tratava de um acidente real. Também estiveram envolvidos nesta atividade, Polícia Militar de Coração de Maria, Coopercar Seguros e Secretaria de Saúde.
OS ACIDENTES envolvendo motocicletas têm crescido muito no país. Pela flexibilidade que a motocicleta oferece, o condutor acaba abusando disso e se envolve, geralmente, em acidentes graves, muitas vezes levam a óbito, conforme explicou o Capitão Moreira do Grupamento de Bombeiros Militares de Feira de Santana.
“A intenção do simulado foi mostrar aos condutores de veículos a importância de dirigir com atenção, respeitando as normas estabelecidas para estes tipos de veículos, principalmente os motociclistas onde há número bastante elevado de motociclistas conduzindo motos sem os equipamentos necessários e obrigatórios, inclusive crianças conduzindo moto, mostrar a essas crianças e aos jovens o que acontece quando se mistura bebida com direção, e quando não está devidamente habilitado.
Afinal eles são os futuros motoristas, que vão estar no trânsito daqui alguns anos. Outros adultos até já dirigem, então devem ter essa consciência e devem repassar isso aos pais e filhos. Escolhemos um local onde várias pessoas principalmente as crianças pudessem observar a ação de atendimento e resgate das vítimas, na tentativa de que elas possam evitar esses acidentes”.


Sandro Oliveira
Coordenador da 5ª RETRAN
Coração de Maria-Ba.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Não venda seu voto!

Por Sandro Oliveira

Recentemente, ouvi um ex-prefeito afirmar: "Um político que não compra votos não consegue se eleger." Essa declaração, cruel e repugnante, me deixou desanimado com a política. É precisamente isso que os políticos que agem dessa forma pretendem: que as pessoas percam a esperança e acreditem que tudo está perdido. Quero perguntar a você: “Você já trocou seu voto por algo?”

Peço desculpas por essa indelicadeza, mas aqueles que, felizmente, nunca se submeteram a tal prática ficam revoltados com isso. O eleitor que exige algo em troca do seu voto é tão corrupto quanto os políticos que desviam recursos. O mais curioso é que muitos fazem isso sem sentir qualquer remorso, acreditando que não estão errados. 

Quando me candidatei a prefeito da minha cidade, enfrentei situações absurdas. Eleitores chegaram a dizer que votariam em mim apenas se eu lhes oferecesse algo, como cimento, dinheiro ou até uma cerveja. Como recusei participar dessa prática, não consegui os votos dessas pessoas. O mais triste é que muitos desses eleitores são jovens sem perspectivas que vendem seu voto por bebidas. 

Recentemente, um jovem me abordou dizendo: "Só votarei em deputado se você me ajudar com dez reais para gasolina". Outra pessoa “religiosa” mencionou que só votaria se alguém a auxiliasse. Esses são alguns exemplos dos pedidos insensatos que surgem quando as pessoas se preparam para votar, um ato essencial de cidadania. Depois, quando surgem escândalos de corrupção envolvendo políticos, essas mesmas pessoas são as primeiras a protestar, alegando que todos os políticos são ladrões. 

O eleitor precisa entender que, assim como é crime comprar votos, vender o voto também é ilegal, conforme previsto no Código Eleitoral. Muitas pessoas dizem: "O deputado conseguiu uma cirurgia para mim, por isso vou votar nele" ou "O vereador me deu dinheiro para comprar gás, só voto no deputado dele." 

Meus amigos, a obrigação do estado e dos governantes vai muito além disso. É garantir educação, criar empregos e trazer benefícios para toda a comunidade, e não apenas para um pequeno grupo. É vergonhoso apoiar políticos que compram votos, pois isso significa eleger alguém sem compromisso com a sociedade. E se, após a eleição, alguém cobrar desses indivíduos, ouvirá coisas como: "Eu não tenho obrigação com você, comprei seu voto." Ao votar no dia 3 de outubro, lembre-se: seu voto deve ser consciente, responsável e honesto. 

Não venda seu voto!

Sandro Oliveira