Por Sandro Oliveira
Quero manifestar minha preocupação com o caminho que alguns jovens da minha comunidade têm trilhado. Em certos momentos, serei contundente em minhas colocações, já que isso é vital. Infelizmente, as substâncias ilegais têm roubado de nossos jovens algo precioso que Deus nos ofereceu: a liberdade e o respeito à dignidade. Diante disso, precisamos nos questionar.
O que leva os jovens a optarem pelo (des)prazer das substâncias químicas, em vez de valorizar a doçura de um relacionamento amoroso, a felicidade de praticar esportes ou a força que a fé pode oferecer? Por que muitos pais se encontram sem ação e acomodados diante das dificuldades que seus filhos enfrentam? Qual é a razão pela qual líderes religiosos e outras autoridades não se mostram tão engajados quanto deveriam na questão dos jovens? Essa situação é lamentável, preocupante e gera angústia, e precisamos urgentemente encontrar respostas para essas indagações.
Em um dia desses, enquanto conversava com alguns pais e responsáveis, percebi a angústia, a falta de preparo e o desânimo que muitos demonstram diante dos desafios relacionados às drogas. Alguns afirmam: “Não há mais soluções, é um problema que afeta todo o país, só Deus pode resolver!” Isso revela uma tendência a transferir a responsabilidade para o divino, deixando de lado a busca por alternativas.
De fato, Deus nos assegurou que estaria sempre ao nosso lado (Mt 28, 19-20), mas espera que colaboremos, pois os desafios que enfrentamos são nossos. Deus não virá novamente ao nosso mundo para lidar com questões que nós mesmos geramos e temos a capacidade de solucionar. Portanto, que busquemos as coisas elevadas, mas sem perder o contato com a realidade!
Reflita sobre suas ações: O que tenho realizado para contribuir na redução desses desafios? As instituições têm tentado ajudar, mas ainda é insuficiente; é necessário que se mobilizem além dos templos, assim como fez Jesus Cristo.
Diante dessa realidade, é hora de agir. Não podemos mais esperar que outros resolvam os problemas que afetam nossos jovens. É necessário que nos unamos, como comunidade, família e sociedade, para oferecer apoio, orientação e oportunidades. Que possamos ser a voz e o braço que faltam para aqueles que se sentem desprotegidos. Juntos, podemos fazer a diferença e mostrar que há esperança, que há um caminho além das drogas. Precisamos ser a luz que guia nossos jovens para um futuro melhor. Ação e compaixão podem mudar essa realidade!

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