segunda-feira, 4 de junho de 2012

Votar com consciência, um chamado para os católicos

Por Sandro Oliveira

A política não é só um assunto de governantes, é uma responsabilidade de todos. Descubra como os católicos podem fazer a diferença.

Em 2004, participei da corrida eleitoral para o cargo de prefeito. Durante esse tempo, percebi que os membros do meu grupo da igreja estavam sempre insatisfeitos quando o assunto era política. Observei que, nos círculos católicos, muitos elaboravam várias razões para evitar debater questões políticas, sustentando que essa discussão era prejudicial. Assim, eles se eximiam da obrigação de decidir sobre um candidato e faziam suas escolhas sem atenção. Alguns optavam por não tocar no tema político, defendendo que isso gerava divisões na comunidade.

Os católicos que utilizam esses argumentos para evitar encarar a realidade política carregam uma parte da responsabilidade pelas corrupções em nossa política. Essa postura de votar sem compromisso e de maneira irresponsável permite que políticos desonestos ocupem cargos de poder. Assim, a omissão dos cristãos católicos contribui para que os desonestos continuem a explorar o povo. Aqueles que agem dessa forma não podem alegar ignorância para justificar sua conduta inconsequente.

De fato, a política apresenta desafios e nuances que a tornam complexa. Assim, é necessário superar a apatia que resulta na omissão e valida o desvio de um princípio divino, que é a luta pela justiça em benefício de todos. O aprendizado sobre política pode ser encontrado mesmo dentro da Igreja. Isso inclui os grupos, os movimentos e pastorais, entre outros.

Nessas rodas de conversa, temos os grupos de estudo bíblico, onde analisamos as escrituras, rezamos em conjunto, trazemos as lições do passado para o presente e percebemos que muitas coisas continuam inalteradas, mantendo a mesma exploração. Observem quantos Pilatos ainda estão por aí hoje em dia. Quantos se afastam ao ver um necessitado enfrentando a fome ou a falta de emprego.

O que me motivou a me envolver na política foram justamente as Escolas Vivenciais, uma espécie de Círculos bíblicos do Movimento de Cursilhos, onde pude aprender sobre os documentos da Igreja, como, por exemplo, o documento de Puebla. Essa conferência, realizada em Puebla, no México, em 1979, foi promovida pelos Bispos da Igreja Católica da América Latina e defende a causa dos pobres na região. Ela nos orienta a nos tornarmos líderes cristãos que se comprometem com a família e a sociedade, ampliando nossa percepção sobre a realidade que nos cerca, mesmo quando tentamos ignorá-la.

Portanto, é hora de mudar essa mentalidade e assumir nossa responsabilidade como cidadãos e cristãos. Vamos buscar conhecimento, vamos discutir, vamos votar com consciência! A política é complexa, mas não é impossível. Juntos, podemos fazer a diferença. Que possamos ser líderes cristãos comprometidos, inspirados pelos ensinamentos da Igreja e pelo exemplo de Jesus, que lutou pelos marginalizados e oprimidos. Vamos fazer a diferença!

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