Por Sandro Oliveira
As festas de fim de ano costumam vir acompanhadas de inúmeras superstições: roupas brancas, galhos de arruda, flores lançadas ao mar... Embora carreguem significados culturais, esses gestos perdem o sentido quando não correspondem a uma mudança interior. Jesus foi claro ao denunciar uma fé apenas aparente, bonita por fora, mas vazia por dentro (Mt 23,27-28).
O ano novo chega inevitavelmente. As condições da vida não se transformam por mágica: permanecem os desafios familiares, profissionais e financeiros. O que muda, de fato, é a oportunidade: doze novos meses para alinhar nossa vida a novos projetos.
Por isso, a grande reflexão deve ser interior e familiar. Como está nossa vida em família? Temos cultivado o diálogo, o afeto e a convivência pacífica? Nesse caminho, a família ocupa um lugar central. É nela que se aprende o diálogo, o perdão, o cuidado e a fé vivida no cotidiano. Ao mesmo tempo, a vivência cristã não se limita às paredes do lar. A Sagrada Família nos ensina a olhar para fora, a cuidar das outras famílias, como em Caná, onde Maria intercede por um casal em dificuldade (Jo 2,1-12).
Voltando a falar sobre as roupas brancas, é fundamental que nos vistamos de branco em nosso interior, cultivando um coração cheio de amor, paz e esperança. Mais do que símbolos externos, o novo ano pede um coração renovado. Vestir-se de branco, no sentido cristão, é revestir-se de amor, paz e esperança, transformando a fé em atitudes concretas.
Sandro Oliveira
Membro do MCC

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