Desde milhões de anos atrás, quando o Homo Erectus o descobriu, até os dias atuais, o fogo tem sido amigo – e inimigo – do ser humano. Ele nos esquenta nos dias de frio, prepara nossa comida, acende velas, cigarros, entre outros inúmeros itens e atividades.
E, com o passar de todos esses séculos, evoluímos a forma de obtermos a faísca inicial. Sabemos que a fricção é a chave, o que permitiu a criação de vários dispositivos que facilitaram a obtenção do fogo (como o fósforo). Hoje em dia, os isqueiros são muito populares e não saem do bolso dos fumantes dada sua praticidade e durabilidade. Mas, como este pequeno item pode fornecer uma chama tão importante?
Criação do isqueiro
A inspiração para a criação do isqueiro foram as espingardas usadas no século XIX, que possuíam um sistema de fricção, além de mecha embebida em combustível. Este é um sistema utilizado até hoje pela famosa marca de isqueiros, Zippo.
Porém, o primeiro isqueiro da história é de 1823. Ele se chamava Lâmpada de Döbereiner e, nela, o gás hidrogênio flutuava por sobre um catalisador de platina aquecido, incendiando o gás. A chama era forte, mas tinha odor desagradável.
Mesmo assim, a Lâmpada permitiu melhorias na hora do acendimento de fogueiras, cachimbos e afins. A popularidade foi tamanha que Döbereiner teria terminado a vida rico e vendido mais de um milhão de isqueiros.
Nosso isqueiro moderno surgiu nos anos 1940, com a possibilidade do armazenamento a gás. Até 1960, quando se descobriu que o butano tem chama mais controlada, com menos odores ruins, a nafta, composto derivado do petróleo, era utilizada.
A temperatura do butano em forma de chama chega a 1,97 mil °C. O butano entra em combustão havendo mais de 2% dele misturado ao ar. Ele é armazenado de forma pressurizada, permitindo que ele fique na forma líquida.
Fonte: olhardigital.com.br
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